16 de junho de 2007

Eu odeio escrever mil poemas de amor só por você. Preciso mudar de assunto! Uma escritora não pode ser sempre assim, assim sua cara, sabe? Assim com seu jeito, suas mãos segurando a caneta na hora de escrever. Uma escritora precisa ser o mundo inteiro. E o mundo inteiro precisa ser parte dela.
Uma criança que chora no Japão, precisa chorar dentro de seus ouvidos até ela escrever sobre a criança e libertá-la.
Preciso ser todas as crianças. Todos os pássaros. Todas as chuvas. Todas as flores.
Ainda terei recaídas de você escondido na minha linguagem? (...) Por favor, saia pela porta da frente, não derrube os pingos dos Is, nem tropece no gancho do J. Saia de trás do O!

Minhas vogais e consoantes, que fez suas vogais e consoantes, precisam ser as vogais e consoantes do mundo, para, finalmente, ser/estar liberta.

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