12 de julho de 2018

Deixa eu selar meus princípios no seu antebraço? 
Porque assim durmo em duas vias.

1 de julho de 2018

Manual de aproximação dos pássaros

Sou animal arisco
Que se permite cortejar.
Seja delicadezas em mim.

24 de junho de 2018

Fonética do amor

Duas vezes a língua bate atrás dos dentes pra chamar seu nome.
São dois os tremores de terra.
Duas paradas no tempo,
E mesmo assim eu chamo.
Gostaria que meu nome escrevesse uma ponte até sua boca.

23 de junho de 2018

Dançam alegres as primaveras em meu estômago. 
Contei 33.

Inverno, 2018

Quando se aproximou, senti um cheiro de café bom. 
Não gosto de café, a bebida. 
Mas de você eu gosto.

16 de junho de 2018

Noite estrelada

Boa comida. 
Bom filme. 
Um perfume com profunda associação afetuosa. 
Enfim, desarmados, cessam as discussões filosóficas com argumentos desconexos sobre obviedades cotidianas. 
Daí, no silêncio desconcertante do primeiro encontro, você chega e me convida para visitar as estrelas. 
Ficar adulta me fez exigente num nível espiritual: 
Não aceito menos que tudo.

8 de março de 2018

Uma hora

Hoje errei nas vinte e três horas do meu dia.
Mas teve uma hora inteira de acerto.
Então eu me agarro nisso:
As crianças me conduzindo, pacientes,
Na melhor versão de mim.

3 de fevereiro de 2018

25 de janeiro de 2018

Naturalmente

Escapo dos fantasmas sem pesar 
Ou culpa 
Porque respeito meus princípios sagrados. 
Quem é candura, fica para o chá, 
Tão natural como as coisas nascem e crescem, é o amor. 
Às assombrações, placas indicam caminhos para fora do meu coração. 
Quero a liberdade de estar com quem desejo (e me deseja) verdadeiramente. 


Mesmo que fique só.

19 de novembro de 2017

Avoante














Portanto, libertarei suas asas, 
Porque você é a coisa mais linda da vida 
E precisa ir. 
Porque você canta desafinado e doce 
Feito uma pombinha assustada. 
Porque se aninhava em meu peito como se eu pudesse protegê-la de qualquer coisa. 
Não posso. 
O mundo te quebrará em pedaços, pequena, 
Como fez comigo. 
Esse poema é testemunho da partida. 
Quem sabe um dia você pousa na minha janela.

14 de novembro de 2017

Voz

Depois de você, perdi as palavras. 
Não escrevi nos papéis soltos pelos cantos do quarto, 
Não rabisquei no diário dentro da mochila, 
Evitei a agenda velha na escrivaninha da sala, 
Nunca mais usei o caderno da segunda gaveta, 
Nem as infinitas páginas do Word, a minha disposição. 
Nada de bloco de notas, nem blog, nem nada. 
Depois de você, perdi as palavras 
E foram elas que me encontraram, devastada. 
Hoje, escrevi nos papéis. 
Rabisquei o diário. 
Abracei a agenda. 
Desenhei no caderno. 
Escrevi palavrões (impublicáveis) no Word, que continua a minha disposição. 
Escrevo esse poema no bloco de notas minutos antes de publicá-lo, 
Porque agora estou aqui. 
Depois de você encontrei minha voz perdida.

10 de setembro de 2017

8 de setembro de 2017

2 de setembro de 2017

1 de setembro de 2017

29 de agosto de 2017