Menina e o Mundo
o livro das luzes
11 de fevereiro de 2012
Sinestesia
23 de janeiro de 2012
Das pequenas grandes lições.
Umas formigas tão pequenas e insignificantes levavam um besouro morto, nas costas. Umas iam à frente, abrindo caminho como arautos, outras, com escancarada dignidade, carregavam o troféu. Tinham firmeza nos pés e certeza no propósito, que era coletivo.
Esqueça, caro leitor, o equilíbrio ecológico, a preservação de espécies, não foi assim. Pensei nas diversas formiguinhas bebês que nasceriam nos próximos dias. Pensei nisso e fiquei envergonhada.
Minhas companheiras ganharam dimensão desconhecida; e desviei, cheia de cuidados.
Não me lembro se reclamei mais naquele dia, provavelmente sim... Mas esses pequenos... ah! recriam o mundo embaixo dos narizes arrebitados! e tem a sutileza de uma pena sobre a água.
Marcadores:
ρяoѕαѕ e яoѕαѕ
21 de janeiro de 2012
Respeitável público:
Está declarada a temporada do riso
O último ano do mundo, 2012, há de ser feliz.
Porque ninguém sabe o que será, que será.
Então, caros amigos, quero escrever sobre céu,
jardins iluminados
e doces gostosos!
Falar da sombra também, mas que seja bem pouco
Que seja pequeno o choro e roda-gigante a felicidade.
Desejo um 20doce para todos
Sem perder a ternura nunca,
nunquinha,
jamais.
:*
Marcadores:
aos leiтores
A ele, com derretimento.
Você não vai ler, eu sei
Mas é bom imaginar que entrará aqui, com saudades
E vai saber que esse poema é seu
Porque mesmo sem dedicá-lo, nas entrelinhas,
Estou gritando seu nome.
Minha mãe me ensinou a não me derreter dessa forma
Mas por dentro, me amarro em qualquer coisa que aperta a garganta
Com vontade de abandonar todas as convenções
E rabiscar todas paredes do mundo mil vezes :
seu nome, sobrenome, meu amor.
Se um dia esbarrar nos seus sapatos
Na sua retórica inteligente
Gostaria de ver o menino descalço
Que bem fundo sua pele habita
E se me permitir, com cuidado
Amarro borboletas no seu peito
... E no meu
Para aprender contigo a arte de ser leve.
Não sei nada sobre amor
Só idéias furadas de romances baratos
Também não sou fácil
Tenho mil paredes de senhas com chaves impossíveis
Mas você é tão esperto...
Pode descobrir o que nem sei
mesmo depois de dizer que não.
Você tem carta branca, meu amor
- Te espero, ninguém mais.
(só não pense que é pra sempre).
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
24 de novembro de 2011
2012:
Marcadores:
∂ιvαgαçõєѕ
10 de setembro de 2011
Das ironias
Marcadores:
∂ιvαgαçõєѕ
24 de julho de 2011
não solta da minha mão?
Da canção silenciada.
Das porcarias do mundo vendidas livremente e consumidas às pressas.
Eu me compadeço do ‘Show business’ que valoriza fracasso e projeta destruição.
Penso que um dia a arte de uma pessoa vai valer mais do que suas fraquezas.
Que mãos serão estendidas até o último fio de esperança.
E haverá mais compaixão aos esfomeados de amor.
Porque somos, inevitavelmente, irmãos flutuando nesse imenso vazio, atados por cordões invisíveis.
Se você cai, leva consigo a parcela de humanidade que ainda me resta.
E resta tão pouco, tão pouco...
18 de junho de 2011
para ela (que está crescendo)
você é do tamanho certinho para o meu colo.
Esteja nele sempre, feito amuleto,
Para guiar-me nesse mundo
Tão grande
Tão triste sem sua existência.
E saiba que serei sempre sua mãe postiça
Porque um encontro de almas assim é digno de livro.
Minha aluna que me ensinou mais do que aprendi a vida inteira:
seu amor brotou raízes para fora de mim.
E cresceu e ficou maior que nós duas.
Não conte a sua mãe das minhas fraquezas,
Do tanto que você foi paciente comigo.
Ela acredita que te curei!
Mas um dia vai descobrir
Que você vive e floresce sem minha presença,
Mas eu não consigo sem a sua.
Obrigada por dividir comigo seus 7 aninhos.
- Foi uma dádiva.
Um beijo, saudoso até o último fio de cabelo.
Tia Pri
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
1 de maio de 2011
Oração para amanhecer
no céu
ou na Terra
e me conforta
na saudade imensa que a vida desaba em mim.
Que meus braços continuem abertos
na imensidão escura,
nesses campos distantes de vales perdidos.
Que meus braços continuem esperando
o amor
sem desistir
e a transição desse mundo não seja nevoeiro eterno
para que eu possa continuar remando até o reencontro.
E ainda tenha beleza para sorrir.
2 de janeiro de 2011
Vinte e cinco.
minha poesia não vem aqui porque está esparramada nas superfícies.
Mas amanhã, véspera de cumpleaños
quero abrir uma caixa antiga de qualquer coisa e chorar.
Porque faz tanto tempo que não faço isso e temo esquecer.
Quero abrir cirurgicamente cantos que deixei de entoar.
Sempre tenho, sempre temos,
Uma canção aprisionada esperando pelas pautas.
Escrever aqui sumiu de mim, mas alguma poesia prevalece
pelos caminhos tortuosos, ou magníficos que vejo.
Sei que tenho mãos dadas as minhas
e quero seguir junto, unida por cordões amorosos.
Crescer rasga a gente por dentro, sabe?
Mas também glorifica.
Quando as badaladas do relógio tocarem vinte e cinco vezes,
vou estar de cabeça erguida e olhos lacrimejantes.
A mesma menina da infância, medrosa e sonhadora no estômago.
Mas agora uma adulta corajosa e idealista para adormecê-la
nas hora que é preciso saltar.
E é com vocês, amigo queridos, que fecho os olhos e aproveito os sopros divinos.
Obrigada por misturarem suas vidas na minha. Esse aniversário é de vocês também.
Um beijo,
Prih.
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
2 de novembro de 2010
Ao desconhecido
Onde afundava minhas crenças
Foi conhecer você
Com seus enredos
sobre o voo.
Foi apenas espiar do outro lado
E fiquei um vazio de queda sem fim.
Tão confortável diluir-me entre sereias
Por que diabos tinha que ser insaciável criatura?
Esse poema é feito às pressas
Para não ansiar além das minhas forças
E sumir.
Planto letras na folha em branco
Sem paciência de esperá-las galhos.
Vou desgastar os versos
Para não quebrar o telefone.
Não tem poesia nenhuma:
É desespero.
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
6 de outubro de 2010
Sobre as sementes.
Poetas alunos doces
Que escrevem em diários azuis.
Tenho alunos mistérios
Que se revelam para mim feito conchas escuras.
Descubro, nas entrelinhas, pequenos universos
Azuis.
Tenho alunos poetas
Que fazem esse poema existir.
E ao lê-los, tenho fé nas letras,
Nos livros,
Na vida.
Tenho alunos poetas que são poesia por inteiro
E nem desconfiam.
Iluminam minha origem
Minha esperança.
Escrevem sem pretensão e são os maiores escritores que li na vida.
Porque são um pouco de mim.
Mais muito além de mim.
Isso é tão bonito que não cabe no poema.
7 de setembro de 2010
Sobre ele
nós vamos sair pela cidade escura.
Vou contar os prédios novos e abrir metade do vidro para
não desmanchar nosso amor.
Se você voltar, vou separar
o dinheiro exato da felicidade,
pedir duas taças de sorvete derretido
e você vai ficar derretido comigo.
Gosto quando atende o celular no caminho de casa
porque sei que tem um fio invisível
trazendo você pra mim.
Você odeia celular, eu amo.
E quando te perco para o trânsito,
brinco de te maldizer, sem culpa.
Querido pai, espero feito cachorro na porta
até seu carro encostar.
Tenho saudades em cada brechinha
de distância real ou imaginária.
Você é meu melhor amigo.
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
8 de agosto de 2010
(...) ências
os planos
depois tudo apaga com um beijo
e acordamos
cara amassada
uma canção na ponta da língua
que não sai
que não vem
e passamos a vida inteira nesse esconde-esconde
das reminiscências.
22 de junho de 2010
Sobre a não-despedida
E aliviar meu espaço de visão
Por fim o fim se dará.
Mas a distância é boa com espaços,
não corações.
Vou sentir sua falta.
Uma falta imposta bem antes a mim mesma,
como sempre senti, mesmo perto de ti.
Porque você não estava.
Só a imagem inventada da sua pessoa
olhando pra mim.
Um retrato que permanece intacto e perfeito
E não trêmula com o vento.
Mas ainda sentirei sua falta.
Todo dia. Todo dia.
Pois na sua imperfeição despertou as melhores coisas em mim.
E as piores.
Para que eu fosse ainda maior do que eu era.
Hoje sou.
Vou sentir falta de nem sei mais o quê.
Todas as faltas do mundo
flamejam em mim:
não me aqueço.
Que as cinzas do tempo ultimem seu nobre trabalho.
23 de maio de 2010
As nove filhas
se não fosse linda
e triste,
se não fosse leveza.
Pois poemas vêm e vão:
vento soprado na ponta dos dedos,
entidades de vida própria
que desmandam dentro-fora.
- Ai de mim, mero instrumento, discordar.
Nesses dias, deito a caneta sem pensar sobre,
pois nisso também recai toda a beleza.
As musas do Olimpo me devolvem, de tempos em tempos, uma vida mortal.
Então, eu vivo.
31 de março de 2010
Das lembranças
que a música no rádio estraga meu dia inteiro.
Sumi com todos os rastros,
mas eles abrem buracos no meio da terra
e riem de mim.
Sinto saudade de mim com você
quando eu era outra pessoa.
E todas as cartas de amor não eram ridículas.
E declarações em praça pública não pareciam falta de sanidade mental.
Acreditava na paz,
reciclava o lixo, lia sobre socialismo.
Tinha uma vaga no céu.
Acabou.
Foi pacto meu,
desses que a gente faz e não quebra,
mas sempre fica alguma saudade.
Memórias são instrumentos de tortura
quando rejeitadas.
Por isso eu aceito.
Aceito todas; e sigo em frente.
Marcadores:
ρoѕтαgєиѕ ∂є∂ιcα∂αѕ
Assinar:
Postagens (Atom)