7 de junho de 2007

Quero, nesse momento, fechar os olhos. Que feche também os seus.
Vem comigo por alguns segundos, amarra seus dedos nos meus, te enlaço pelos meus cabelos. Jogo receios, traumas, dores, e tudo que te pesa num poço terminado no sem-fim. Sabe por quê? Para onde vamos até a lágrima é demais...
Solta sua leveza no espaço, devolvo minha leveza no seu passo. Vem comigo! Olha-me nos olhos que te enfeito de ladrilhos coloridos. Olha-me, sempre!
Dentro deles está bordada nossa história, o salão do futuro onde vamos dançar, mas principalmente estamos eu e você, no agora que é só nosso.
Come o agora. Devora. Deita no meu peito e ouve a máquina tamborilando esse compasso.
Minha vida é uma homenagem a você. Sua pele reluzindo lua é um desenho para mim. Não tenho medo de dizer -eu te amo- porque essas palavras são música dos meus lábios aos seus. Saem estremecendo meu corpo trincado por dentro feito calda de doce. Você engole fonemas, sorrindo a língua pintada de letras embaralhadas...

- Sente?
- Sinto!

Então, senta aqui do meu lado que temos um quebra-cabeça de mil-Nós para montar...


(essa noite)

*

Um comentário:

Rita disse...

Ô menina, obrigada pelo carinho! Mas que bonito tudo, você esá fazendo um trabalho lindo. Ai, que alegria :D :D :D

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