2 de junho de 2007

Essa tarde eu voltei na escola onde fiz estágio e o livro do Pequeno Príncipe não saía da minha cabeça. Vi muitos alunos, muitos rostos... Alguns brincalhões, outros mais quietos, risonhos - Crianças!
O fato é que nehum deles eram minhas rosas. Aquelas que plantei, coloquei sob a redoma, reguei com tanto amor. Nenhum deles havia me cativado.
Lembrei da Larissa, minha companheirinha de conversas, tão pequena e tão sábia. Felipe com seu kit de mágicas fascinantes. O Alexandre (Lelê), o menor de todos, que me ensinou a ter calma para todas as coisas, pois mesmo quando ele perdia algum brinquedo ou ralava o joelho dizia que tudo ia ficar bem; e sempre ficava...
Culpei-me diversas vezes por ter abandonado minha roseira de crianças. A falta de tempo nunca poderia justificar essa distância da minha parte.
Semana que vem levantarei mais cedo, prepararei meu espírito, deixarei minha boca perfumada, para levar somente palavras adocicadas, e vou voltar para minhas florzinhas.
Espero que eles me recebam mesmo depois de tanto tempo.
Desejo profundamente que me abracem do tamanho dos seis meses que passei distante.

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