25 de setembro de 2007

Seção especial 2


. . cartas . .

Se ainda aparecer por aqui Pedro, deixo meu coração. Espero que não venha tão cedo, pois verá meus sentimentos tão claramente que me envergonharei. Espera a poeira cobrir esses versos, espera.
Esse não é dos finais mais felizes, mas será assim: versos, poeira de vento e fim.
Não estou triste, nem feliz. Só uma saudade que está se espalhando pela minha casa. Como se o dia terminasse antes do combinado e a noite fosse mais poética do que o necessário.
Aí me pego pensando... Princesas não existem, nem castelos, nem contos-de-fada, no entanto posso garantir que amor verdadeiro existe. Eu sei porque sinto. E sinto, porque, não sei...
Tivemos um filho que não nasceu. Um beijo que se transformou em pássaro e voou de mim. Eu te amei de uma forma que nem pensei existir. E existe... E você é meio mágico para mim, feito o arco-íris que me intrigava na infância, ou lagarta listrada que se remexia na árvore depois da chuva...

Um beijo com a paz que encontro nos seus olhos.

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