1 de julho de 2007

Deixa tudo assim, oras! Assim, sem mudar nada!

Hoje sentei na cadeira em frente ao computador. Sabe aqueles dias nos quais a vontade de escrever é tanta, mas parece que os poros estão fechados? Coloquei uma música enquanto fiquei catando milhos no teclado.

(...)

Agora que estou prestes a me formar sinto uma sensação estranha... A vida está passando diante dos olhos e dizendo um “oi” com um sorriso gentil, porém temeroso, por isso a vontade é de abraçar todas pessoas do mundo num só gesto, pedindo que digam:.
- Ei, está tudo bem!!!! Todos sentem medo ao fechar um ciclo na vida, dessa maneira apesar de dolorido, isso possibilita vencer o abismo se lançando sem medo!

Fechar ciclos nunca foi uma especialidade. Sofro demais, choro demais, sinto demais cada segundo distante das pessoas conquistadas. Perco meus passos em labirintos por querer absurdamente que esses minutos permaneçam. Perco tudo, inclusive eu, antes do tempo.
Esses dias, por exemplo, inconscientemente ou não estou me afastando de muitas pessoas. Parece que assim ficará mais fácil dizer adeus, no entanto, não fica. Dói até mais não aproveitar o tempo restante, mas amar com a pressão de saber que vai terminar é o próprio fim.
Exijo segurança de coisas que não oferecem. Amizades são como fios de teia, sensíveis e leves. Transformá-las em concreto destrói o encantamento pois o frágil e delicado amor (ao mesmo tempo forte) flutua sem formulários, comprovantes, promessas eternas.


Aprender isso é como pedir a um matemático para idolatrar o talvez!

(...)

Fecho meus olhos.
O vapor dos segundos e a sutileza do amor desenham no céu uma equação com asas...

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