25 de maio de 2009

Rosa Chilena

{Fica registrada aqui minha participação na 9° feira do livro de Ribeirão Preto, com um poema dedicado ao Chile}


Irmãos, é tempo:
Águas chilenas carregam os frágeis cordões da memória.
Dos Mapuches o sangue que brota nas grutas da terra,
A luta renasce do vento.
Santiago, orai por nós
que queremos a liberdade.

Neruda pescando em abismos
o amor maior e mais bonito.
Santiago, orai por nós,
anjos caídos da poesia.

Dos jardins das Violetas, as vozes do espírito.
Santiago, somos a própria canção, cantai!

A aridez do Atacama que rasga crenças
e abre asas.
O milagre da sobrevivência.
Santiago, somos lágrimas.
E fé.

Ditadores subirão altivos,
mas águas antigas abrirão janelas.
Na aspereza da estrada
marcamos o próprio destino.
Santiago, lutai conosco:
chilenos e veias e punhos!

Acende uma vela no nosso peito
maior que o céu dos Andes.
Azul, branca e vermelha,
para abrir raízes nessa América sem fim.

3 comentários:

Verônica H. disse...

Parabéns pela participação e pelo poema, lindíssimo!

Daniel Oliveira disse...

Parabéns,creio que a galera se amarrou nesse poema,ficou Show ;D! (Desculpa a demora,mais to sem tempo,mais sempre vou ta passando por aqui viu?)!

BjuuuuuuuuuuSSSSSSSSS Flor,e parabéns!

Bruno. disse...

Lindo... Além de poema, há referências que precisam de pesquisa... Chega ao patamar de documento.

Eu tenho um fascínio pelo Chile, não pude ir ainda... Mas irei. E se for, levo o último verso das américas sem fim na memória.

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