29 de julho de 2007

Se você estiver se sentindo sozinho também, assim como eu, coloque uma rosa no vestido, ou um girassol na camisa. Se o mundo não se tornar mais aconchegante, pelos menos mais florido será.


(Ah! como ia ser bom...)

25 de julho de 2007



retirada do blog: http://depositodocalvin.blogspot.com/

22 de julho de 2007

Todo mundo tem uma história dos tempos escolares.
Quando era menor, pertencia ao time dos “não-time”: péssima em futebol, vôlei, basquete, queima e qualquer coisa a qual dão, carinhosamente, o nome de atividade esportiva.
Ah! tão melhor observar um tatu-bola perto das mudas de cafezal; tão melhor ficar conversando com melhor amiga no fundo da quadra; tão melhor livros poetizáveis para viajar até planetas mágicos, em galáxias distantes!
O problema era ser última escolhida nas filas esportivas (crianças podem ser cruéis), e como isso se tornara freqüente, sentia nos ouvidos a dolorosa profecia: “Serás do avesso, do avesso, do avesso... wuaaaa ha ha”
Pessoas sensíveis ganham uma aura fracassada quando vencer a qualquer preço e humilhar fazem parte do jogo. Por muito tempo achei que seria um fracasso mesmo!; que o melhor em mim fosse uma coisinha inultizinha da qual me livraria, mais cedo ou mais tarde, atirando pela janela.

Porta do quarto fechada.

Pensando com meus botões, será prudente apagar todo passado com o qual me fiz o que sou? Pintar o cabelo laranja, depois azul, verde; mudar o nome para Clementine e desmanchar dores, medos, ou vergonha; cada dia que me senti para baixo; as despedidas e saudades?
Não. Não sou pedra: em mim correm todos os rios do mundo; agora eu sei.
É claro, se dissesse: - Passado é passado! Olhem, nenhuma marquinha no coração, podem procurar! – estaria mentindo.
Minha casa ainda é refúgio. Ainda prefiro um sábado a noite com minha família. Alguma dificuldade em fazer amizades, uma ou outra falta de jeito com gente: aura bicho-do-mato incurável.
Porém, e nem me perguntem como, hoje tenho os melhores amigos que poderia sonhar. Às vezes, paro, acarinho cada um deles, principalmente quando estamos juntinhos; dou uma olhada para o céu com uma piscadela disfarçada e penso:

É Deus (...) andou caprichando na minha vida.


Porta do quarto aberta.

18 de julho de 2007


Amizade.



(retirada do site:http://www.monica.com.br/index.htm)

15 de julho de 2007

eu sei
não sou suficientemente boa pra você
não sei dividir
não sei me comportar
nem disfarçar meu ciúme
não suficientemente boa pra você
não tenho grana
não sei contar piadas
nem desenhar
não visto meias iguais
isso não pode ser amor
ou se for
deve ser um amor todo “atrapaiado”
que tropeça nos próprios pés
eu te amo tanto!
mas não suficentemente boa...
por reconhecer isso, essa tarde,
me abracei nas nossas lembranças
levei-as pra passear
contei histórias
fiz durmir
tão bonitinhas nossas lembranças
tem nosso jeitinho no rosto delas
elas choraram quando contei meus planos mirabolantes de fugir
-“prometo que vai ser indolor, meninas, prometo!”- eu falei. “quando ele perceber já terei cruzado a ponte...”

e no final
vai ser melhor assim:
você sem eu
seu eu sem mim.

10 de julho de 2007

ela fala da conjunção dos planetas aquela noite. ele sorri (como fica linda quando fala de coisas que ele sequer entende!). se beijam. a menina esquece da astrologia, de respirar, que já são 3 horas da manhã! (só consegue enxergar a conjunção do seu coração junto com o dele).

o resto são nuvens...

9 de julho de 2007

Descobri uma maneira para quebrar maus pensamentos!
Quando uma pessoa te olhar feio na rua, com olhar de raiva, sabem?

Assim que fizer isso, humildemente ofereça um “oi” com um sorriso leve: qualquer negatividade se transforma em borboletas quando o amor está presente.

(Mundo melhor, aí vamos nós - de mala, cuia e peito aberto.)

6 de julho de 2007

(esse texto é um dos mais fortes sentidos por mim, vou revivê-lo, porque a mensagem, apesar da tristeza, tem a seguinte voz: precisamos cuidar uns dos outros.)

(...)


Ilha das Pessoas Quebradas

Pai e Mãe,

estou partindo para a realização de um sonho: n
esse final de semana, irei para passar o resto dos dias na Ilha do catálogo que guardo desde criança embaixo do travesseiro!
Vocês nem devem se lembrar muito dessa minha fixação, aliás, não devem se lembrar de muita coisa sobre mim, mas saibam que ela é importante pois foi através desse objetivo que sobrevivi todos esses anos.
Nesse lugar não precisamos nenhuma memória, tem um céu deslumbrante e um mar azul infinito. Nos divertimos o dia todo. Ninguém chora, ninguém...
Os pássaros são caríssimos, feitos com ouro, diamantes, além disso vivem cantando belas músicas-de-elevador. -Uma maravilha!- As árvores, espécies raríssimas de boutique, crescem sem esforços por todos os lados, em todas as direções, tanto que seus galhos entram por entre nossas cabeças vazias, se entrelaçando em nossas vidas e roubando cada gota da essência do universo pouco a pouco.
Dos outros habitantes não ouvi falar muito, até acredito serem robôs: linhagem moderna lançada em segredo por alguma multinacional japonesa.
Eu economizei minha vida toda com a intenção de ir para lá, economizei minha vida... Reduzi tudo a pequenos relâmpagos felizes, mas agora vai ficar tudo bem...

Quero fugir desse mundo, quero minha liberdade, quero o lugar onde viverei minha alegria eterna em coquetéis-comprimidos.
Não sei quando receberão esse e-mail, porque é o primeiro que mando desde muito tempo. Apenas queria dividir alguma coisa com alguém, inclusive o temor de tomar essa decisão, no entanto, e
spero estar fazendo a escolha certa da mesma forma que vocês dois já fizeram a sua:

- Espero ter escolhido uma Ilha tão boa quanto a de vocês...
Centro da cidade (minha cidade tão querida, com o sol derretido no seu calor interiorano típico). A sorveteria me atrai como bolo de chocolate a uma mosquinha faminta... Entro no ônibus com um sorvete maior que eu, maior que o calor, maior que meus pensamentos distantes.

-Oi, motorista! Posso entrar com esse sorvete aqui?
- Poder, pode... O errado é não ter trazido pra mim!


s2

Pequenos.Grandes.Momentos.

5 de julho de 2007

Notícias das águas-claras.

Pensaram que não voltava? Pois estou aqui meus golfinhos!
Andei vasculhando embaixo de cada concha do mar só para trazer uma canção-memória aprovada pelo Comitê das Barbatanas!
Então vamos lá: a dica de hoje é a música Good Luck/ Boa sorte. É uma parceria entre Vanessa da Mata e Ben Haper, mas melhor que descrevê-la, aqui está o clipe da música!

~> http://www.youtube.com/watch?v=y8dQP5srrGk&eurl=http%3A%2F%2Fmeninaeomundo%2Eblogspot%2Ecom%2F <~

O ° ! snik snik ! . o

Espero que ela encaixe em algum amor perdido nas marés tumultuadas do coração, afinal, como dizia Toquinho e Vinícius:

(...)
Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.


Estalinhos salgados,
da sua correspondente submarina!


Vedda.

1 de julho de 2007



Seu beijo passa ao meu corpo tanta luz, que fecho os olhos na esperança de agarrar esse sentimento para nunca mais soltar...

Deixa tudo assim, oras! Assim, sem mudar nada!

Hoje sentei na cadeira em frente ao computador. Sabe aqueles dias nos quais a vontade de escrever é tanta, mas parece que os poros estão fechados? Coloquei uma música enquanto fiquei catando milhos no teclado.

(...)

Agora que estou prestes a me formar sinto uma sensação estranha... A vida está passando diante dos olhos e dizendo um “oi” com um sorriso gentil, porém temeroso, por isso a vontade é de abraçar todas pessoas do mundo num só gesto, pedindo que digam:.
- Ei, está tudo bem!!!! Todos sentem medo ao fechar um ciclo na vida, dessa maneira apesar de dolorido, isso possibilita vencer o abismo se lançando sem medo!

Fechar ciclos nunca foi uma especialidade. Sofro demais, choro demais, sinto demais cada segundo distante das pessoas conquistadas. Perco meus passos em labirintos por querer absurdamente que esses minutos permaneçam. Perco tudo, inclusive eu, antes do tempo.
Esses dias, por exemplo, inconscientemente ou não estou me afastando de muitas pessoas. Parece que assim ficará mais fácil dizer adeus, no entanto, não fica. Dói até mais não aproveitar o tempo restante, mas amar com a pressão de saber que vai terminar é o próprio fim.
Exijo segurança de coisas que não oferecem. Amizades são como fios de teia, sensíveis e leves. Transformá-las em concreto destrói o encantamento pois o frágil e delicado amor (ao mesmo tempo forte) flutua sem formulários, comprovantes, promessas eternas.


Aprender isso é como pedir a um matemático para idolatrar o talvez!

(...)

Fecho meus olhos.
O vapor dos segundos e a sutileza do amor desenham no céu uma equação com asas...
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