11 de setembro de 2012

Redenção


Aprendemos entrar no outro
sobre linhas imaginárias.
Mas um vento muda tudo.
Mudamos nós?
Ou as circunstâncias?
E tudo se perdeu.
Queria dizer que ainda tem um lugar aqui
para dividir o que guarda aí.
Erro muito,
desvio barcos,
assombro as águas.
Seja o farol para me regressar.
Pega minha mão quando não conseguir ver
porque as marés me arruínam.
Só contigo, agarrada em seus braços,
voltarei ao exterior.
Perdoa as águas frígidas
em que atirei nosso pacto.
Não era assim.
Não devia ser.
O abismo, posterior, saiu do controle,
pois não estava mais comigo.
Eu não queria mais correr.
No entanto, que destino, 
você vai.

E no horizonte de Dom Sebastião,
para me limpar de qualquer culpa de te afastar,
amarro meus balões de esperança.
- Esse poema é um (acanhado) pedido de perdão.

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