23 de maio de 2010

As nove filhas

Essa profunda falta de inspiração seria trágica,
se não fosse linda
e triste,
se não fosse leveza.
Pois poemas vêm e vão:
vento soprado na ponta dos dedos,
entidades de vida própria
que desmandam dentro-fora.
- Ai de mim, mero instrumento, discordar.
Nesses dias, deito a caneta sem pensar sobre,

pois nisso também recai toda a beleza.
As musas do Olimpo me devolvem, de tempos em tempos, uma vida mortal.

Então, eu vivo.

3 comentários:

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog do meu chará Fabrício Carpinejar. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

Débora Oliveira disse...

E ainda diz que está sem inspiração? Pois, te lendo daqui eu insipirei foi muito!
E agora sinto cheiro de primavera na Prih.

Beijo, flor.

M. Dias disse...

mas, aaai de mim - Ai de mim, mero instrumento, discordar.

*-*

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