28 de março de 2010

Das imagens

O catador recolhe o papelão com cuidado.
Dobra, ajeita, se deita.
Os passantes não querem mais papelão.
Não enxergam catador.
Eles não querem catador.
Nem enxergam papelão.

Derrama-se em silêncio uma cumplicidade mútua.

Foi nos cantos inesperados, das marquises, dos becos sem saída,
que aprendi sobre segunda chance.

6 comentários:

Gaby Soncini disse...

Foi nos cantos inesperados, das marquises, dos becos sem saída,
que aprendi sobre segunda chance.

Que lindas palavras Priscila.

Grande beijo!

Sylvia Araujo disse...

Lindo, Priscila! Olho biônico o seu - do coração!

Um beijo enorme e cheio de cumplicidade!

Andrea de Godoy Neto disse...

Que sensível olhar sobre o que nem sempre é belo, Prih!

Encantei-me com teu blog...beijo grande, flor!

O esconderijo do Pinico disse...

Cabe nesse o doce e amargo, mas ainda fica no local espaços das coisas bonitas.

Parabéns! A atmosfera sensível e crítica ficou muito bem estampada nas linhas.

Alice disse...

Prih, suas palavras cada vez mais, perfeitas!

Grande beijo!

Leio Enleio disse...

Belas palavras que me lembraram o último livro que li: Capitães da Areia. Parabéns pelo espaço.

type='text/javascript'/>