15 de junho de 2009

Dilema da Flor

Então foi assim: ela brilhava, não porque era melhor que as outras flores; por estar feliz consigo mesma: uma conquista da vida inteira.
O jardim pôs-se a paparicá-la com mimos, porém, alguns se incomodaram da presença dela.

Nossa delicada protagonista sentiu-se culpada, pois não queria jardim repartido.
Ninguém sabia sua história de patinho feio até o florescer dos galhos, como podiam julgá-la de maria-exibida? Melhor ficar debaixo da terra para não desequilibrar as leis da botânica? Ou deveria perder algumas pétalas, passando por erva-daninha?
Enquanto pensava no assunto, brotinhos deitavam ao pé da roseira para ouvir suas canções de ninar.

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