22 de abril de 2009

Limpando meu armario descobri várias de mim que não reconheço mais. Coloquei-as numa sacola e deixei longe dos olhos. {...} Lógico que voltei depois e repassei uma por uma: é incrível como coisas materiais podem contar trechos da vida!

Conversei com vestidos que embalaram paixonites agudas; calças que prometeram mudanças radicais; alguns sapatos que me levaram a locais distantes ou dançaram minhas músicas preferidas: tão agarrados, tão juntos!

Mas agora, olhando para esses pedaços vivos espalhados sobre a cama, percebo como essas fases precisam ir. Não me cabem mais essas meninas, mulheres e senhoras. Estou morando em outras casas, mais espaçosas (não menos complicadas), com um ar 23 anos, sabe?



Quando o passado está apenas por dentro, me desespera menos ver o tempo correr de mim.

2 comentários:

Azrael disse...

como eu gostei do teu blog(L)

Thami disse...

Essas limpezas, rearranjos e reconstruções são mesmo necessárias de vez em quando. E, sabe de uma coisa? Desconfio que só as pessoas de alma grande têm essa capacidade: as pessoas com alma e coração grande têm espaços que nenhum espaço físico é capaz de sonhar em ter.
(E eu aposto que os espaços físicos sonham mesmo)

um beijo, Prih :*

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