24 de janeiro de 2008

Carta de amor que ficou na gaveta...

Seção especial 3

. .cartas. .


...essa é a carta mais sincera que já escrevi. Nas próximas linhas verá meu coração aberto, completamente aberto. Isso tem dois lados: o bom é que meus sentimentos vão rodopiar pelo seu quarto, correr por entre seus livros e fugir pela janela; o ruim é que talvez o sangue manche seu lençol...
Que dramática, deve estar pensando. Eu sei. Sei também que te amo desde o primeiro momento em que te vi.
Esses meses foram os melhores e piores da minha vida, porque já te quis como meu amigo, como irmão, já te amei como alguém da família, mas também, felizmente ou infelizmente, já te amei como mulher e sofri muito. No começo por pensar que você nunca sentiria nada. Depois, porque tinha você próximo e ao mesmo tempo distante. Com os dias, me contentei com um amigo. Mas aí, sofri mais, porque você foi um dos melhores que já tive. E me culpei por confundir as coisas.
Chorei tentando te esquecer, me convencendo que você não significava nada, inventando qualquer coisa para tê-lo perto, só um pouquinho. Passei por diversas fases, todas bem difícieis.
Nunca senti isso antes, e talvez por isso acreditava verdadeiramnete que se falasse contigo ia pensar que sou doida, sei lá... - a sensação que tenho é que te conheço desde sempre. -
Já reli essas linhas milhões de vezes imaginando você lendo tudo isso e me sentindo egoísta. Sabe, ... , você jura que não vai achar que sou maluca? Promete? Se mandar essa carta, agora que não aguento mais guardar tudo isso, tenta me compreender?
Já disse que você é lindo? Amo seu sorriso, suas mãos... o jeitinho engraçado, a inteligência, o modo como me respeita. Talvez já tenha dito que não gosto, mas gosto. Gosto de você até bravo. E quando fica triste tenho vontade de colocá-lo no colo e apagar seu sofrimento. Devia ser proibido as pessoas que amamos ficarem tristes...
Você é tão lindo, tão perfeitamnete imperfeito. E eu te amo. E me odeio por isso. Porque você nunca confunde as coisas e eu sim. E queria sumir para bem longe daqui... ! - comecei a falar e vou até o fim, apesar de estar doendo muito aqui dentro -
Outra coisa que preciso confessar é que esse ano fui fiel a você. Todo esse tempo não consegui olhar para mais ninguém, nem aqui ....., nem fora, nem em lugar nenhum. Isso não foi uma escolha, já que ninguém nunca me conquistou dessa forma.
Fiquei completamnete entregue, tão frágil como um cristal. Agora sinto que estou quebrada, arrassada em mil pedaços. E esse amor que está na ponta da caneta nesse instante está saindo tão violentamente que parece que vou morrer...
Meu amor, vou escrever isso aqui para matar a vontade:

Meu amor, meu amor, meu amor...eu te amo!
Aquele selinho que eu te pedi foi uma despedida!

Fica com o beijo que sempre quis te dar.

é agora:
é o FIM.



(Essa carta foi escrita dia 13/12/06. Depois de reler percebo os exageros, a visão imaginária, os amores platônicos impossíveis. Sinto que não é esse o caminho. Tão errado, torto, fora de forma. Tão morte quando deveria ser vida! Não quero mais assim... Aliás, meu medo é não querer mais de jeito nenhum.)

Um comentário:

.Zé disse...

"Blackbird fly, blackbird fly
Into the light of the dark black night
You were only waiting for this moment to arise"


Amo seus textos... exagerados (como diria Cazuza) OU NÃO ( como diria Caetano).. o que importa é que sejam portais.. cada frase é estar DE JANGADA em ALTO MAR...
é MANGUE... ECOssistema, biodiversidade... que demanda atenção, respeito e amor... é natureza que precisa preservar.

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