5 de agosto de 2007

Sábias palavras são aquelas que crescem fruto em árvore,
alimentando a fome da alma,
libertando correntes,
soltando pés e abrindo caminhos.
Costuradas em mantas coloridas para aquecerem o frio de toda gente.
Bilhetinhos apaixonados.
Até mesmo os versinhos de banheiro!
Todas as curvas sinuosas dos desenhos arredondados
transformadas em musicalidade divina!
O grito do feirante na rua.
O verso das histórias infantis
Do conselho paterno
Do - eu te amo - trêmulo na noite chuvosa
Sábias... E lindas!
Quantas línguas te provam, e amaciam tua gramática pra saírem fluídas
pelos rios salivares!
Quantos verbos em ti crescem: plantas verdes sem-fim!
Ah...
Quantas dores, quanta fé, quanto existir:
para sempre grafadas no diário da menina
no caderno do trabalhador
tatuagem.
Quem dera ser palavras amorosas para morar nas bocas sonhadoras...
Quem dera ser afagos!
Ser caneta e rodopiar por entre dedicatórias
Valsar naquele poema, ou morrer nas mãos do autor
para renascer beabá da criança.

Sábias palavras: a vocês a responsabilidade de escrever o mundo.

Um comentário:

Rogério Baldini Se . . . disse...

Pri vc sabe q eu sou emo né ...

he he he

adorei vc é minha musa inspiradora ...

por vc comecei a escrever ...

te amo ...


ps eu quase chorei ...

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