4 de agosto de 2007

Essa noite eu não conseguia dormir de jeito nenhum.
Depois de contar na cabeça todos os carneiros de todas as fazendas do mundo, resolvi escrever.

Meu coração anda me assustando.
Tanto, que o danadinho se esconde de mim quando o sol se põe. Às vezes sai madrugada a dentro e volta completamente bêbado e sujo de sonhos. E eu fico aqui, colocando os pobres carneiros para fora - os pobres bichinhos que nada tem a ver e só executam religiosamente seu trabalho de me fazer dormir! - Pobrezinhos... Expulsei sem dó!

Até meu coração resolver olhar nos olhos.
Até descobrir que posso abaixar as defesas.
Até minhas mãos não gelarem tanto.
Até não sentir esse medo que me amarra numa pedra
E a pedra não estar amarrada numa corda
E a corda não estar presa ao pé da montanha mais alta
E a montanha não estar coberta de neve

Até...
(já nem sei...)

Enquanto isso deixo os campos vazios com uma interrogação no meio.

(...)

Uma interrogação doida para se apaixonar...
- ou uma interrogação perdidamente apaixonada?

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