19 de novembro de 2017

Avoante














Portanto, libertarei suas asas, 
Porque você é a coisa mais linda da vida 
E precisa ir. 
Porque você canta desafinado e doce 
Feito uma pombinha assustada. 
Porque se aninhava em meu peito como se eu pudesse protegê-la de qualquer coisa. 
Não posso. 
O mundo te quebrará em pedaços, pequena, 
Como fez comigo. 
Esse poema é testemunho da partida. 
Quem sabe um dia você pousa na minha janela.

Um comentário:

Prih Machado disse...

https://www.youtube.com/watch?v=focU0mcgZm4