9 de junho de 2013

Meu?

Você é, sobretudo, meus desejos.
Quando mexe a perna desejo que caminhe até mim.
Quando abre os olhos, quero olhando dentro dos meus.
Quando escreve, cobiço sua gramática.
Ao pensar em qualquer coisa, lá estou eu acenando no seu sonho com cartazes coloridos.
Quero sua pele e ossos também.
Mas não é bem assim, não é...
Suas pernas nunca mais voltaram.
E seus ossos têm na terra repouso certo.
Você é a personificação dos meus desejos, só nos desejos.


A realidade arrancou você de mim.

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