26 de maio de 2013

Fogo-fátuo

Você me acende por fora 
Mas é incapaz de aquecer meus abraços. 
Queima como fogo irresponsável dentro de mim 
Num querer perto 
E numa repulsa temerosa. 
Não sei de você em mim 
Nem em lugar algum. 
Nem sei se são abençoados 
Esses passos que não crescem pra asas. 
Meu sonho premonitório 
Na noite insone, 
Você é muito menos do que pensei ser. 
Por que te anseio, então? 
Essa demência de engrandecer grãos estéreis que nunca pousarão raízes. 
Esse eterno encantamento aos pés da fogueira que apaga e alumia, 
sem nunca atingir o céu.

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