30 de agosto de 2008

Quantas teclas caberão nesse sentimento meu
de solidão?
Se eu digitar s-o-l-i-d-~-a-o
em folhas e folhas
ela diminui ou aumenta?
Se rabiscar seu olhos
no teto
acordarei mais feliz?
Já não bastam fotografias
Nem cartas
Nem mesmo e-mails
Ou o dia inteiro juntos
Minha solidão tem fome
maior que o próprio sol.
Seu amor é maior que o próprio sol.
O problema são as nuvens que,
vez em quando,
cobrem esses castelos de areia
e atrasam meus navios.



- Queria (muito) que você estivesse aqui
.
A chuva caia do céu cinza. Inevitável não querer falar da chuva com ele, mesmo que isso fosse uma desculpa para ficar perto.




E era.

19 de agosto de 2008

Tem dias tristes, bem vagarosos de levantar, quando as vezes acordo faltando 5 minutos para o outro dia. Sempre atrasada.

Tem dias bons. Dançar na rua não parece tão avesso do avesso. Mp3 não tem a magia do vinil, mas é portátil.

Tem dias amorosos de doer! Pombos e cachorros dançam sincronizado num musical hollywoodiano.

Tem dias sozinhos. Telefones são muito modernos, bases alienígenas! Deitada, vegetando(ando), enquanto a vida vai dar uma volta.

Tem, no meio, tanta criança que parece orfanato, mas também parece céu. Tem piolhos e cócegas insuportáveis.

Porque o mundo é feio e bonito.

E sou alguma coisa assim: entre Deusa e pó.


É difícil para alguém de cinco anos entender como um bicho pode ser dois. Cavalos são associados à terra, associados à branco e estão presentes em todos os contos-de-fada implicitamente. Acho que meu cavalo branco é igual a esse: laranja e vive na água. Por isso meu príncipe deve ter se afogado. - Tadinho.


As crianças da escola acreditam em sereias. Eu não acreditava mais, mas elas falam com uma convicção nos olhos e firmeza na voz que fica praticamente impossível discordar. Quem ousaria?
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