7 de novembro de 2009

Menina Lilás

Morava num livro,
cercada de letras por todos os poros.
Não era suficiente.
Escreveu janela,
das folhas fez pássaros.
Choveu.
Dicionário em mãos, roubou guarda-chuva.
Apagou.
Escreveu ponta da língua pra fora.
Assim é bem mais, pensou.
Bebeu da água.
Comeu do pão.
Adormeceu sem planejar minuciosamente o passo seguinte,
pois liberdade é mil precipícios na barriga
e ela não tem medo.
Só de espíritos ou certas marcas de inseto.
E de pessoas excessivamente felizes.
Quando chora fica com o coração desmaiado por longos dias,
mas como é adorável!
Como é adorável essa menina
de nome sem rima
que não coube em nenhuma canção.
Esse poema é pra celebrar sua esquisitice.
É também um brigadeiro de amor
(seja lá o que isso for).

Um comentário:

Um ser sendo disse...

Priii!

Tão lindo seus versos.

Te adoro.

Beijo.

Marcela.

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