9 de fevereiro de 2009

A viagem.

Não quero ser porta-estandarte de inteligência,
nem preciso ser mulher-maravilha das minhas passadas.
Acontece que quando atravessei certo ponto da estrada
e conversei com pessoas mais velhas,
surgiu um cisco do sentido da vida.
Acontece que ao ler Clarice e Drummond,
ouvir Cartola e conhecer um pouco dos versos do Caetano,
modifiquei antigas estruturas.
Quando entendi um pouco de Machado e imaginei
o mundo de Tolkien;
Conheci astrologia, filosofia, a arte diplomática de Gandhi;
Quando amei feito Madre Teresa, ou pelos menos vislumbrei amar;
Aprendi História das civilizações e das religiões
E da nações;
Quando reli livros e finalmente os tive por inteiro nas mãos,
sabendo preenchê-los de sentido com experiências da vida;
E senti a dor dos poetas e encarnei as personas do Pessoa;
Orientei-me pelos mitos antigos sabendo que eles
não abalam as estruturas científicas (sabendo dosar os dois);
Acontece que quando o conhecimento, por menor que seja,
atravessou meus ossos de forma irreversível,
fui deslocada para novas possibilidades.

Como um viajante que volta dos mares,
como um pastor que desce as montanhas:
a ALMA nunca mais é a mesma.

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