13 de julho de 2008

Quebrar ciclos
É como pisar em nuvens.
Posso cair a qualquer momento.

Preciso tentar.

Quebrar ciclos não parece bom.
Mas deve ser bom, mesmo que doa tanto.

Essas pequenas mudanças
Essas antigas manias
Essas amizades não tão necessárias assim
Sapatos apertados demais.

Esses objetos repetidos.
O caco do vaso cortando minhas mãos.

Eu vejo a lua lá fora
quebrando ciclos de tempos em tempos.
Se fecha no quarto
- Eclipse.
A lua deve ter muitas dúvidas antes de despertar.
Deve continuar com elas antes de dormir.

Viver é mesmo muito delicado.

(até mesmo para satélites)

8 de julho de 2008

Vidros novos para janela azul.

O papel me olha.
Vou abrindo caminhos
Por entre nuvens
Das brancas linhas invisíveis...
Rabisco aqui
Nesses espaços vazios
Essa necessidade de estar completa
Essa viagem por submundos escuros
Que me trincaram os vidros da janela.
Registro meu retorno à luz.
Caverna e céu brigaram por espaço:
- Enfim sol.
Registro essa manhã de sol.
Esse meu excesso de novidades
Percorrendo exatamente os mesmos passos.
Ontem vi um pássaro na árvore.
Mãe adormecida no sofá.
Uma criança com nome de flor.

Eles estavam me esperando.
As crianças à minha volta me pedem poemas.
Elas mal sabem que são poemas por si só.
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