10 de fevereiro de 2008

Existe um poema do Drummond assim:
“(...)Chega mais perto e contempla as palavras.
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre ou terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave? (...)”

Troque ‘palavras’, por ‘pessoas’...
E então pergunte a alguém realmente importante: trouxeste a chave?
Se a resposta for – não!
Ofereça atalhos e passagens secretas,
suas mãos abertas... sem medo.
O maior desespero é morrer sem nada ter oferecido,
porque o que damos é realmente nosso.
A porquinha de ouro sepultada no jardim,
ficará para sempre
sepultada no jardim.

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