2 de janeiro de 2011

Vinte e cinco.

Amigos:
minha poesia não vem aqui porque está esparramada nas superfícies.
Mas amanhã, véspera de cumpleaños
quero abrir uma caixa antiga de qualquer coisa e chorar.
Porque faz tanto tempo que não faço isso e temo esquecer.
Quero abrir cirurgicamente cantos que deixei de entoar.
Sempre tenho, sempre temos,
Uma canção aprisionada esperando pelas pautas.


Escrever aqui sumiu de mim, mas alguma poesia prevalece
pelos caminhos tortuosos, ou magníficos que vejo.
Sei que tenho mãos dadas as minhas
e quero seguir junto, unida por cordões amorosos.
Crescer rasga a gente por dentro, sabe?
Mas também glorifica.
Quando as badaladas do relógio tocarem vinte e cinco vezes,
vou estar de cabeça erguida e olhos lacrimejantes.
A mesma menina da infância, medrosa e sonhadora no estômago.
Mas agora uma adulta corajosa e idealista para adormecê-la
nas hora que é preciso saltar.


E é com vocês, amigo queridos, que fecho os olhos e aproveito os sopros divinos.
Obrigada por misturarem suas vidas na minha. Esse aniversário é de vocês também.


Um beijo,
Prih.
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