2 de novembro de 2010

Ao desconhecido

Foi emergir do lago seguro
Onde afundava minhas crenças
Foi conhecer você
Com seus enredos
sobre o voo.
Foi apenas espiar do outro lado
E fiquei um vazio de queda sem fim.
Tão confortável diluir-me entre sereias
Por que diabos tinha que ser insaciável criatura?
Esse poema é feito às pressas
Para não ansiar além das minhas forças
E sumir.

Planto letras na folha em branco
Sem paciência de esperá-las galhos.
Vou desgastar os versos
Para não quebrar o telefone.
Não tem poesia nenhuma:
É desespero.
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