29 de outubro de 2012
22 de outubro de 2012
20 de outubro de 2012
13 de outubro de 2012
la mentira
Sai de trás desse muro e vem me ver.
Eu solto as armas
e compro um livro pra você.
Leio debaixo da árvore seu poema favorito milhões de vezes
até a gente se gastar.
Daí você me desenha no teu esboço
pra começar nossa história.
Se as editoras não gostarem de nós,
não tem medo não!
Grafo a gente na árvore
até que um machado
solte nossas letras no espaço.
Mas aí, um distraído apanhador de borboletas, há de nos
juntar um dia.
E colocar na sua coleção rara
que vai para o museu da cidade.
Os casais vão ler nossas asas,
as velhinhas vão suspirar,
e os homens de terno, discretamente,
tirarão fotos
para ninar seus filhos.
Sai de trás desse muro que essa mentira eu inventei só pra
trazer você pra mim.
9 de outubro de 2012
Ângulo
O problema é que espero,
que tenho esse amor simples e tolo
de encantamentos.
A dádiva é que me encanto,
que tenho esse amor simples e doce
de esperança.
17 de setembro de 2012
Ex-terior
João amava Teresa que amava Raimundo
e todo mundo amava menos eu.
Todos existiam no mundo desfazendo-se em dor ou prazer
E escreviam longas cartas de amor;
Ou planejavam férias;
Ou tomavam sorvete na praça de mãos dadas;
Brigavam pelo filme, pela roupa, pelo tempo;
- Menos eu.
Não dói,
mas tenho medo de não doer nunca.
e todo mundo amava menos eu.
Todos existiam no mundo desfazendo-se em dor ou prazer
E escreviam longas cartas de amor;
Ou planejavam férias;
Ou tomavam sorvete na praça de mãos dadas;
Brigavam pelo filme, pela roupa, pelo tempo;
- Menos eu.
Não dói,
mas tenho medo de não doer nunca.
11 de setembro de 2012
Redenção
Aprendemos entrar no outro
sobre linhas imaginárias.
Mas um vento muda tudo.
Mudamos nós?
Ou as circunstâncias?
E tudo se perdeu.
Queria dizer que ainda tem um lugar aqui
para dividir o que guarda aí.
Erro muito,
desvio barcos,
assombro as águas.
Seja o farol para me regressar.
Pega minha mão quando não conseguir ver
porque as marés me arruínam.
Só contigo, agarrada em seus braços,
voltarei ao exterior.
Perdoa as águas frígidas
em que atirei nosso pacto.
Não era assim.
Não devia ser.
O abismo, posterior, saiu do controle,
pois não estava mais comigo.
Eu não queria mais correr.
No entanto, que destino,
você vai.
você vai.
E no horizonte de Dom Sebastião,
para me limpar de qualquer culpa de te afastar,
amarro meus balões de esperança.
- Esse poema é um (acanhado) pedido de perdão.
1 de setembro de 2012
Para os dois
Tem pessoas gigantes,
com tentáculos de polvo,
Que agarram nossa alma
Pra si
Tem pessoas abismos
que nos convidam a saltar
Abotoando
pétalas no chão.
Essa gente me aproxima fascinada:
Questionadoras, insaciáveis!
Eternas crianças.
E eu pulo!
Olhos fechados, pés juntos
Pra dentro de tudo
Que não quero que acabe.
Uns chamam de loucura,
Mas eu chamo de amizade.
Tem pessoas que me levam pela mão
E as levo também
Numa caminhada lado a lado
Enquanto o sol nasce e dorme sobre nós.
Enquanto o sol nasce e dorme sobre nós.
30 de agosto de 2012
Para aquele do outro lado.
Estou aqui, aberta
Como nunca estive.
Tenho uma coleção de discos e livros
Mas nunca dividi com ninguém.
Então, meu querido,
Seja doce...
O amor é alto e perigoso
E morro de medo de cair.
Escrevi muitas linhas antes dessas, porém apaguei.
Porque as palavras saem arrastando meu corpo todo em direção a você.
Te quero tanto perto...
Feito a Terra atraindo seu satélite para mim.
Sento no topo do mundo
Olhando a lua entre os dedos da mão
Tentando não me afogar com tamanha beleza.
Você vem,
Eu sinto.
Para ler os discos, ouvir os livros
Para esperar o sol comigo.
11 de fevereiro de 2012
Sinestesia
Queria escrever das sinfonias que acontecem ao entardecer na árvore 27, bem na esquina. Dos pássaros, traje de gala emplumados, saracoteando para todas as direções. De mim, passando embasbacada com os olhos para cima, tentando entender o mistério das coisas do mundo.
23 de janeiro de 2012
Das pequenas grandes lições.
Seis horas da manhã, cara amassada, resmungos, por que isso?, por que aquilo?... e distraída com tantos pensamentos pessimistas de uma segunda-feira, olho para o chão.
Umas formigas tão pequenas e insignificantes levavam um besouro morto, nas costas. Umas iam à frente, abrindo caminho como arautos, outras, com escancarada dignidade, carregavam o troféu. Tinham firmeza nos pés e certeza no propósito, que era coletivo.
Esqueça, caro leitor, o equilíbrio ecológico, a preservação de espécies, não foi assim. Pensei nas cidades subterrâneas fluindo organizadamente embaixo dos meus pés. Nas diversas formiguinhas bebês que nasceriam nos próximos dias. Em como eles funcionam, e nós não. Pensei em tudo isso, enquanto as minhas companheiras ganhavam dimensão desconhecida; e desviei, cheia de cuidados.
Não me lembro se reclamei mais naquele dia, provavelmente sim... Mas esses pequenos, ah! recriam o mundo embaixo dos narizes arrebitados! e tem a sutileza de uma pena sobre a água.
Umas formigas tão pequenas e insignificantes levavam um besouro morto, nas costas. Umas iam à frente, abrindo caminho como arautos, outras, com escancarada dignidade, carregavam o troféu. Tinham firmeza nos pés e certeza no propósito, que era coletivo.
Esqueça, caro leitor, o equilíbrio ecológico, a preservação de espécies, não foi assim. Pensei nas cidades subterrâneas fluindo organizadamente embaixo dos meus pés. Nas diversas formiguinhas bebês que nasceriam nos próximos dias. Em como eles funcionam, e nós não. Pensei em tudo isso, enquanto as minhas companheiras ganhavam dimensão desconhecida; e desviei, cheia de cuidados.
Não me lembro se reclamei mais naquele dia, provavelmente sim... Mas esses pequenos, ah! recriam o mundo embaixo dos narizes arrebitados! e tem a sutileza de uma pena sobre a água.
21 de janeiro de 2012
Respeitável público:
Está declarado o livro das luzes.
Está declarada a temporada do riso
O último ano do mundo, 2012, há de ser feliz.
Porque ninguém sabe o que será, que será.
Então, caros amigos, quero escrever sobre céu,
jardins iluminados
e doces gostosos!
Falar da sombra também, mas que seja bem pouco.
Que seja pequeno o choro e roda-gigante a felicidade.
Desejo um 20doce para todos
Sem perder a ternura nunca,
nunquinha,
jamais.
:*
Está declarada a temporada do riso
O último ano do mundo, 2012, há de ser feliz.
Porque ninguém sabe o que será, que será.
Então, caros amigos, quero escrever sobre céu,
jardins iluminados
e doces gostosos!
Falar da sombra também, mas que seja bem pouco.
Que seja pequeno o choro e roda-gigante a felicidade.
Desejo um 20doce para todos
Sem perder a ternura nunca,
nunquinha,
jamais.
:*
24 de novembro de 2011
2012:
andar de montanha-russa, pular corda, fazer cócegas em crianças, sair na chuva, usar um vestido antigo com um toque novo e me apaixonar, porque ser poderosa está dentro, na essência; e a renovação de uma mulher acontece feito flor, desabrochando bem bonito tudo que cresce ao redor dela.
10 de setembro de 2011
Das ironias
Encontrar um amor bonito, que faz crescer, saudável... é sorte. Pura sorte. Viver bem está além disso. É como ganhar na loteria. Fazemos planos, mas poucos são escolhidos (e não venha me dizer que esse monte de casal é premiado! quantos passam por rico sem ter onde cair morto!).
24 de julho de 2011
não solta da minha mão?
Eu me compadeço diante do talento desperdiçado.
Da canção silenciada.
Das porcarias do mundo vendidas livremente e consumidas às pressas.
Eu me compadeço do ‘Show business’ que valoriza fracasso e projeta destruição.
Penso que um dia a arte de uma pessoa vai valer mais do que suas fraquezas.
Que mãos serão estendidas até o último fio de esperança.
E haverá mais compaixão aos esfomeados de amor.
Porque somos, inevitavelmente, irmãos flutuando nesse imenso vazio, atados por cordões invisíveis.
Se você cai, leva consigo a parcela de humanidade que ainda me resta.
E resta tão pouco, tão pouco...
Da canção silenciada.
Das porcarias do mundo vendidas livremente e consumidas às pressas.
Eu me compadeço do ‘Show business’ que valoriza fracasso e projeta destruição.
Penso que um dia a arte de uma pessoa vai valer mais do que suas fraquezas.
Que mãos serão estendidas até o último fio de esperança.
E haverá mais compaixão aos esfomeados de amor.
Porque somos, inevitavelmente, irmãos flutuando nesse imenso vazio, atados por cordões invisíveis.
Se você cai, leva consigo a parcela de humanidade que ainda me resta.
E resta tão pouco, tão pouco...
18 de junho de 2011
para ela (que está crescendo)
Minha pequena Laura,
você é do tamanho certinho para o meu colo.
Esteja nele sempre, feito amuleto,
Para guiar-me nesse mundo
Tão grande
Tão triste sem sua existência.
E saiba que serei sempre sua mãe postiça
Porque um encontro de almas assim é digno de livro.
Minha aluna que me ensinou mais do que aprendi a vida inteira:
seu amor brotou raízes para fora de mim.
E cresceu e ficou maior que nós duas.
Não conte a sua mãe das minhas fraquezas,
Do tanto que você foi paciente comigo.
Ela acredita que te curei!
Mas um dia vai descobrir
Que você vive e floresce sem minha presença,
Mas eu não consigo sem a sua.
Obrigada por dividir comigo seus 7 aninhos.
- Foi uma dádiva.
Um beijo, saudoso até o último fio de cabelo.
Tia Pri
você é do tamanho certinho para o meu colo.
Esteja nele sempre, feito amuleto,
Para guiar-me nesse mundo
Tão grande
Tão triste sem sua existência.
E saiba que serei sempre sua mãe postiça
Porque um encontro de almas assim é digno de livro.
Minha aluna que me ensinou mais do que aprendi a vida inteira:
seu amor brotou raízes para fora de mim.
E cresceu e ficou maior que nós duas.
Não conte a sua mãe das minhas fraquezas,
Do tanto que você foi paciente comigo.
Ela acredita que te curei!
Mas um dia vai descobrir
Que você vive e floresce sem minha presença,
Mas eu não consigo sem a sua.
Obrigada por dividir comigo seus 7 aninhos.
- Foi uma dádiva.
Um beijo, saudoso até o último fio de cabelo.
Tia Pri
1 de maio de 2011
Oração para amanhecer
Traz pra mim todos que estão longe
no céu
ou na Terra
e me conforta
na saudade imensa que a vida desaba em mim.
Que meus braços continuem abertos
na imensidão escura,
nesses campos distantes de vales perdidos.
Que meus braços continuem esperando
o amor
sem desistir
e a transição desse mundo não seja nevoeiro eterno
para que eu possa continuar remando até o reencontro.
(E ainda tenha beleza para sorrir).
no céu
ou na Terra
e me conforta
na saudade imensa que a vida desaba em mim.
Que meus braços continuem abertos
na imensidão escura,
nesses campos distantes de vales perdidos.
Que meus braços continuem esperando
o amor
sem desistir
e a transição desse mundo não seja nevoeiro eterno
para que eu possa continuar remando até o reencontro.
(E ainda tenha beleza para sorrir).
2 de janeiro de 2011
Vinte e cinco.
Amigos:
minha poesia não vem aqui porque está esparramada nas superfícies.
Mas amanhã, véspera de cumpleaños
quero abrir uma caixa antiga de qualquer coisa e chorar.
Porque faz tanto tempo que não faço isso e temo esquecer.
Quero abrir cirurgicamente cantos que deixei de entoar.
Sempre tenho, sempre temos,
Uma canção aprisionada esperando pelas pautas.
Escrever aqui sumiu de mim, mas alguma poesia prevalece
pelos caminhos tortuosos, ou magníficos que vejo.
Sei que tenho mãos dadas as minhas
e quero seguir junto, unida por cordões amorosos.
Crescer rasga a gente por dentro, sabe?
Mas também glorifica.
Quando as badaladas do relógio tocarem vinte e cinco vezes,
vou estar de cabeça erguida e olhos lacrimejantes.
A mesma menina da infância, medrosa e sonhadora no estômago.
Mas agora uma adulta corajosa e idealista para adormecê-la
nas hora que é preciso saltar.
E é com vocês, amigo queridos, que fecho os olhos e aproveito os sopros divinos.
Obrigada por misturarem suas vidas na minha. Esse aniversário é de vocês também.
Um beijo,
Prih.
minha poesia não vem aqui porque está esparramada nas superfícies.
Mas amanhã, véspera de cumpleaños
quero abrir uma caixa antiga de qualquer coisa e chorar.
Porque faz tanto tempo que não faço isso e temo esquecer.
Quero abrir cirurgicamente cantos que deixei de entoar.
Sempre tenho, sempre temos,
Uma canção aprisionada esperando pelas pautas.
Escrever aqui sumiu de mim, mas alguma poesia prevalece
pelos caminhos tortuosos, ou magníficos que vejo.
Sei que tenho mãos dadas as minhas
e quero seguir junto, unida por cordões amorosos.
Crescer rasga a gente por dentro, sabe?
Mas também glorifica.
Quando as badaladas do relógio tocarem vinte e cinco vezes,
vou estar de cabeça erguida e olhos lacrimejantes.
A mesma menina da infância, medrosa e sonhadora no estômago.
Mas agora uma adulta corajosa e idealista para adormecê-la
nas hora que é preciso saltar.
E é com vocês, amigo queridos, que fecho os olhos e aproveito os sopros divinos.
Obrigada por misturarem suas vidas na minha. Esse aniversário é de vocês também.
Um beijo,
Prih.
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