Também tenho medo Joãozinho querido...
Medo de ficar sozinha o resto da vida.
Por isso inverno poemas e me escondo dentro deles. Porque as palavras me deixam protegida do mundo de verdade.
Quando a tia era pequena, sabe Joãozinho, ela morava no reino das bonecas e sempre tinha que voltar para tomar banho (deve ser por isso que não gosto de tomar banho!).
Mas, sabe de uma coisa querido? Essa sua dorzinha aí dentro, sabe? Num liga não. A Mariazinha não se chama felicidade. Se ela falou que se chamava assim, não acredite meu amor. Sua felicidade está guardada naquela caixinha em cima da cômoda. A tia se lembra muito bem, sempre guardadinha lá...
O menino correu para o quarto, revirou as caixas e em uma delas, com seu nome, encontrou o presente embrulhado.
- Um espelho.
.
8 de junho de 2007
Queria pegar sua infantilidade e levar pela mão até o parquinho da cidade. Talvez brincando com ela acalmaria minha angústia de pensarmos em freqüências tão distantes. Queria pegar sua infantilidade e jogar para o alto feito balão! Quem sabe assim aprenderia te amar como é,
e aceitaria que não me ama como sou...
e aceitaria que não me ama como sou...
7 de junho de 2007
Quero, nesse momento, fechar os olhos. Que feche também os seus.
Vem comigo por alguns segundos, amarra seus dedos nos meus, te enlaço pelos meus cabelos. Jogo receios, traumas, dores, e tudo que te pesa num poço terminado no sem-fim. Sabe por quê? Para onde vamos até a lágrima é demais...
Solta sua leveza no espaço, devolvo minha leveza no seu passo. Vem comigo! Olha-me nos olhos que te enfeito de ladrilhos coloridos. Olha-me, sempre!
Dentro deles está bordada nossa história, o salão do futuro onde vamos dançar, mas principalmente estamos eu e você, no agora que é só nosso.
Come o agora. Devora. Deita no meu peito e ouve a máquina tamborilando esse compasso.
Minha vida é uma homenagem a você. Sua pele reluzindo lua é um desenho para mim. Não tenho medo de dizer -eu te amo- porque essas palavras são música dos meus lábios aos seus. Saem estremecendo meu corpo trincado por dentro feito calda de doce. Você engole fonemas, sorrindo a língua pintada de letras embaralhadas...
- Sente?
- Sinto!
Então, senta aqui do meu lado que temos um quebra-cabeça de mil-Nós para montar...
(essa noite)
*
Vem comigo por alguns segundos, amarra seus dedos nos meus, te enlaço pelos meus cabelos. Jogo receios, traumas, dores, e tudo que te pesa num poço terminado no sem-fim. Sabe por quê? Para onde vamos até a lágrima é demais...
Solta sua leveza no espaço, devolvo minha leveza no seu passo. Vem comigo! Olha-me nos olhos que te enfeito de ladrilhos coloridos. Olha-me, sempre!
Dentro deles está bordada nossa história, o salão do futuro onde vamos dançar, mas principalmente estamos eu e você, no agora que é só nosso.
Come o agora. Devora. Deita no meu peito e ouve a máquina tamborilando esse compasso.
Minha vida é uma homenagem a você. Sua pele reluzindo lua é um desenho para mim. Não tenho medo de dizer -eu te amo- porque essas palavras são música dos meus lábios aos seus. Saem estremecendo meu corpo trincado por dentro feito calda de doce. Você engole fonemas, sorrindo a língua pintada de letras embaralhadas...
- Sente?
- Sinto!
Então, senta aqui do meu lado que temos um quebra-cabeça de mil-Nós para montar...
(essa noite)
*
Ele não foi.
(ontem, 22:00, embaixo da cama: papel, caneta e lágrimas)
Ao mesmo tempo que gostaria que estivesse aqui, meu amor, sinto uma vontade de expulsá-lo de vez da minha vida. Dessa maneira, ao mesmo tempo que sorrio por recordar as lembranças, choro por me sentir esse verme do avesso...
O que mais me dói é facilidade de me tornar uma parede fria sem fim. Coloco você do outro lado, tapo os ouvidos e fico aqui vestida de abismo por dentro.
...
(ontem, 22:30: Godofredo descobre o esconderijo)
Ainda não falei do meu Amigo Imaginário, neh? Pois é... Por enquanto basta saber que finalmente o Godofredo ia para terra dos amigos imaginários papear com o monstro do armário, a fada do dente, a cegonha e o bicho- papão, com quem ele gosta de jogar truco no fins de tarde.
Ia...
Não vai mais...
Por minha culpa.
Porque ele me achou escondida embaixo da cama (chorando) feito uma criança.
...
(hoje, 15:00 horas: mais papel, caneta e lágrimas)
Godofredo,
desculpe-me se ainda sou tão dependente de seus cuidados.
Não queria atrapalhar suas férias, porque sou louca de vontade de andar com minhas próprias pernas, para que se sinta orgulhoso de mim.
Todos esse anos, desde o jardim de infância, me salvou das aulas chatas, dos momentos difíceis. Todas as noites me cobriu de sonhos e acalmou meus medos que nunca foram poucos: escuro, ficar sozinha, chamada oral, classe nova, amigos novos,bronca dos pais, estranhos na rua, vestibular, amor-não-correspondido...
E agora, quando me tornei “adulta”, responsável e teoricamente pronta, te dou mais trabalho ainda! Não se preocupe, foi incrível todo esse tempo. Foi o melhor A.I. que uma pessoa poderia ter, portanto não acho justo mudar seus planos por causa do meu coração. Dou um jeito de colar as peças rapidinho, cê vai ver.
Estou te mandando um passagem para as 17:00, pelo pensamento, para que viaje para seu tão merecido descanso.
Estou te mandando também a minha palavra de que ficarei BEM.
Com amor, Priscila.
(hoje, 17:00 horas)
Ele não foi.
.
Ao mesmo tempo que gostaria que estivesse aqui, meu amor, sinto uma vontade de expulsá-lo de vez da minha vida. Dessa maneira, ao mesmo tempo que sorrio por recordar as lembranças, choro por me sentir esse verme do avesso...
O que mais me dói é facilidade de me tornar uma parede fria sem fim. Coloco você do outro lado, tapo os ouvidos e fico aqui vestida de abismo por dentro.
...
(ontem, 22:30: Godofredo descobre o esconderijo)
Ainda não falei do meu Amigo Imaginário, neh? Pois é... Por enquanto basta saber que finalmente o Godofredo ia para terra dos amigos imaginários papear com o monstro do armário, a fada do dente, a cegonha e o bicho- papão, com quem ele gosta de jogar truco no fins de tarde.
Ia...
Não vai mais...
Por minha culpa.
Porque ele me achou escondida embaixo da cama (chorando) feito uma criança.
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(hoje, 15:00 horas: mais papel, caneta e lágrimas)
Godofredo,
desculpe-me se ainda sou tão dependente de seus cuidados.
Não queria atrapalhar suas férias, porque sou louca de vontade de andar com minhas próprias pernas, para que se sinta orgulhoso de mim.
Todos esse anos, desde o jardim de infância, me salvou das aulas chatas, dos momentos difíceis. Todas as noites me cobriu de sonhos e acalmou meus medos que nunca foram poucos: escuro, ficar sozinha, chamada oral, classe nova, amigos novos,bronca dos pais, estranhos na rua, vestibular, amor-não-correspondido...
E agora, quando me tornei “adulta”, responsável e teoricamente pronta, te dou mais trabalho ainda! Não se preocupe, foi incrível todo esse tempo. Foi o melhor A.I. que uma pessoa poderia ter, portanto não acho justo mudar seus planos por causa do meu coração. Dou um jeito de colar as peças rapidinho, cê vai ver.
Estou te mandando um passagem para as 17:00, pelo pensamento, para que viaje para seu tão merecido descanso.
Estou te mandando também a minha palavra de que ficarei BEM.
Com amor, Priscila.
(hoje, 17:00 horas)
Ele não foi.
.
Manhã de feriado. O sol entrava pelo vidro da porta da sala. Isso só podia ser promessa de dias melhores, porque tinha tanto sol entrando no meu corpo naquele momento que meus medos saíram em disparada, migrando para lugares frios. Porém, nem todos se foram... Alguns desceram para os pés. Outros, deslizaram para as pontas dos dedos.
...
- Um abraço! – gritou a mãe da cozinha.
E explicou com um sorriso:
Um abraço e terminamos de botar esses danados pra correr!
(nada como uma mãe especialista em jardinagem de corações)
...
- Um abraço! – gritou a mãe da cozinha.
E explicou com um sorriso:
Um abraço e terminamos de botar esses danados pra correr!
(nada como uma mãe especialista em jardinagem de corações)
5 de junho de 2007
4 de junho de 2007
A um amigo de devaneios...
Lucas, estou lhe escrevendo porque andei pensando naquele assunto que conversamos.
O que uma mulher gosta em um homem, afinal? O que faz que com ela entregue seu coração nas mãos dele?
Pode parecer meio fora de moda, até mesmo ultrapassado, porém meu querido amigo, sinto no fundo da alma que por mais que o tempo passe essas coisas não mudam.
A dama realmente quer que você compre aquilo em que ela mais acredita. Toda mulher, e até arriscaria dizer toda pessoa, tem algo especial que realiza aqui na Terra onde coloca toda sua luz. Se você conseguir comprar esse sonho junto dela, sabe? Fazê-la acreditar naquilo que é e achar lindo aquilo que faz terá seu coração eternamente.
Pode parecer óbvio, além de nada prático, mas você sabe que nós dois fizemos escolhas diferentes da maioria. Não aceitamos o “comum”, o fácil, a profundidade de uma poça d’água...
Os lagos mais profundos merecem persistência e esperança.
Tudo que aprendi nesses vinte e um anos de vida pode ser resumido na palavra amor. Que esse amor seja entendido como tanta fé no ser humano que por mais que nos decepcionemos, ele só aumenta.
Às vezes esqueço tudo isso escrito aqui, confesso... Tem horas nas quais tudo fica bem triste. Só que ainda acredito que estamos no caminho certo, afinal meu caro, se for para existir somente o mais verdadeiro possível; se for para respirar esse amor, que seja o mais puro e inocente deles.
Dessa maneira pressinto que vai ser algo tão iluminado, que viverá eternamente dentro de nós.
E ai sim vai ter valido a pena.
O que uma mulher gosta em um homem, afinal? O que faz que com ela entregue seu coração nas mãos dele?
Pode parecer meio fora de moda, até mesmo ultrapassado, porém meu querido amigo, sinto no fundo da alma que por mais que o tempo passe essas coisas não mudam.
A dama realmente quer que você compre aquilo em que ela mais acredita. Toda mulher, e até arriscaria dizer toda pessoa, tem algo especial que realiza aqui na Terra onde coloca toda sua luz. Se você conseguir comprar esse sonho junto dela, sabe? Fazê-la acreditar naquilo que é e achar lindo aquilo que faz terá seu coração eternamente.
Pode parecer óbvio, além de nada prático, mas você sabe que nós dois fizemos escolhas diferentes da maioria. Não aceitamos o “comum”, o fácil, a profundidade de uma poça d’água...
Os lagos mais profundos merecem persistência e esperança.
Tudo que aprendi nesses vinte e um anos de vida pode ser resumido na palavra amor. Que esse amor seja entendido como tanta fé no ser humano que por mais que nos decepcionemos, ele só aumenta.
Às vezes esqueço tudo isso escrito aqui, confesso... Tem horas nas quais tudo fica bem triste. Só que ainda acredito que estamos no caminho certo, afinal meu caro, se for para existir somente o mais verdadeiro possível; se for para respirar esse amor, que seja o mais puro e inocente deles.
Dessa maneira pressinto que vai ser algo tão iluminado, que viverá eternamente dentro de nós.
E ai sim vai ter valido a pena.
3 de junho de 2007
"Imagine a Rua da Existência! Cheia de gente passando de um lado para o outro, cuidando da vida, sempre notando a falta de alguma coisa, perseguindo incansavelmente a satisfação pessoal, apressados, nervosos, desconfiados e quase cegos por estarem condenados a cuidar do milhão e meio de preocupações que alguém fez caber no verbo “existir”! Na algazarra, ninguém nota um sujeito parado, perdido e jogado no meio do enxame, olhando aquele espetáculo, entrando no jogo uma vez ou outra. É quanto se ouve o estrondo de um trovão! Começa a chover. Por toda parte as pessoas correm para não molhar suas vontades, suas ambições, suas mesquinharias, seus gostos, seus planos, seus egos e suas vidas de açúcar. Enquanto todos se escondem, aquele sujeito deixa-se ficar ali parado até que não reste mais ninguém além dele e o som da chuva. Dá um sorriso, olha pra cima, põe as mãos nos bolsos e vai caminhando só para o desconhecido, assobiando "Rain drops keep falling on my head"..."
escrito por rainwalker, no blog: http://rainwalkers.blogspot.com/
e essa é a música: http://www.youtube.com/watch?v=lHPm0hsSNFo
:)
Tempos de crise
Estou em crise. É chique falar que se está em crise. Gostaria que fosse esse o motivo para dizer que estou em crise!
Prestes a me tornar uma "educadora" não me sinto educadora, nem professora, muito menos cidadã.
Olho para o mundo e o mundo me olha nos olhos: não sei o que responder. Olho para as crianças que me rodeiam e não sei o que lhes oferecer. Equilibro-me na corda bamba das teorias, tão belas, tão distantes...
Devo ser a professora ditadora, que entope os alunos com uma educação conservadora e isolada? "Moderninha”, ligada nas últimas tendências pedagógicas, disfarçando a pedagogia conservadora tão bem, que chega a ser convincente? Ou a “amiga”, que pinta o mundo cor-de-rosa e acredita sinceramente nisso?
Devo ser quem, educar quem e para quê? Onde quero trabalhar? Com a elite e seus pequenos burgueses, data-shows, softwares e poder nas mãos? Na escola de periferia para tentar mudar as coisas? (Quais coisas posso mudar?) Sou um aparelho ideológico do estado? A quem sirvo? Onde encaixo a política na minha práxis de educação? Como gerar essa consciência tão dita e repetida, se às vezes me pergunto se ela está em mim!
...
Em uma pessoa que não sabe o que fazer nas próximas eleições; que não toma partido em questões polêmicas
(sempre neutra) porque sempre teve medo, preguiça, acomodação de se posicionar; que se divide entre assuntos pessoais, assuntos coletivos, e não tem a mínima idéia de onde acabam uns e começam os outros, caindo no egoísmo, individualismo e desencantamento.
Fecho os olhos. Vejo dois caminhos. O primeiro é todo florido, completamente claro. No segundo, vejo trevas, mal conheço a entrada.
Tenho que escolher, porque não há mais tempo.
Ir pelo caminho "fácil” é muito atrativo. Fraquejo... fraquejo a cada instante!
O segundo cobra minha posição perante o mundo, pois é onde estão todos meus sonhos de fazer a diferença.
Essa é a maior dúvida que já tive na minha vida. Viver ou se entregar? Ser ou não ser? Shakespeare se mostra acessível como nunca antes. Ser ou não ser, ser ou não ser...
- Eis a questão.
Estou em crise. É chique falar que se está em crise. Gostaria que fosse esse o motivo para dizer que estou em crise!
Prestes a me tornar uma "educadora" não me sinto educadora, nem professora, muito menos cidadã.
Olho para o mundo e o mundo me olha nos olhos: não sei o que responder. Olho para as crianças que me rodeiam e não sei o que lhes oferecer. Equilibro-me na corda bamba das teorias, tão belas, tão distantes...
Devo ser a professora ditadora, que entope os alunos com uma educação conservadora e isolada? "Moderninha”, ligada nas últimas tendências pedagógicas, disfarçando a pedagogia conservadora tão bem, que chega a ser convincente? Ou a “amiga”, que pinta o mundo cor-de-rosa e acredita sinceramente nisso?
Devo ser quem, educar quem e para quê? Onde quero trabalhar? Com a elite e seus pequenos burgueses, data-shows, softwares e poder nas mãos? Na escola de periferia para tentar mudar as coisas? (Quais coisas posso mudar?) Sou um aparelho ideológico do estado? A quem sirvo? Onde encaixo a política na minha práxis de educação? Como gerar essa consciência tão dita e repetida, se às vezes me pergunto se ela está em mim!
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Em uma pessoa que não sabe o que fazer nas próximas eleições; que não toma partido em questões polêmicas
(sempre neutra) porque sempre teve medo, preguiça, acomodação de se posicionar; que se divide entre assuntos pessoais, assuntos coletivos, e não tem a mínima idéia de onde acabam uns e começam os outros, caindo no egoísmo, individualismo e desencantamento.
Fecho os olhos. Vejo dois caminhos. O primeiro é todo florido, completamente claro. No segundo, vejo trevas, mal conheço a entrada.
Tenho que escolher, porque não há mais tempo.
Ir pelo caminho "fácil” é muito atrativo. Fraquejo... fraquejo a cada instante!
O segundo cobra minha posição perante o mundo, pois é onde estão todos meus sonhos de fazer a diferença.
Essa é a maior dúvida que já tive na minha vida. Viver ou se entregar? Ser ou não ser? Shakespeare se mostra acessível como nunca antes. Ser ou não ser, ser ou não ser...
- Eis a questão.
2 de junho de 2007
Essa tarde eu voltei na escola onde fiz estágio e o livro do Pequeno Príncipe não saía da minha cabeça. Vi muitos alunos, muitos rostos... Alguns brincalhões, outros mais quietos, risonhos - Crianças!
O fato é que nehum deles eram minhas rosas. Aquelas que plantei, coloquei sob a redoma, reguei com tanto amor. Nenhum deles havia me cativado.
Lembrei da Larissa, minha companheirinha de conversas, tão pequena e tão sábia. Felipe com seu kit de mágicas fascinantes. O Alexandre (Lelê), o menor de todos, que me ensinou a ter calma para todas as coisas, pois mesmo quando ele perdia algum brinquedo ou ralava o joelho dizia que tudo ia ficar bem; e sempre ficava...
Culpei-me diversas vezes por ter abandonado minha roseira de crianças. A falta de tempo nunca poderia justificar essa distância da minha parte.
Semana que vem levantarei mais cedo, prepararei meu espírito, deixarei minha boca perfumada, para levar somente palavras adocicadas, e vou voltar para minhas florzinhas.
Espero que eles me recebam mesmo depois de tanto tempo.
Desejo profundamente que me abracem do tamanho dos seis meses que passei distante.
O fato é que nehum deles eram minhas rosas. Aquelas que plantei, coloquei sob a redoma, reguei com tanto amor. Nenhum deles havia me cativado.
Lembrei da Larissa, minha companheirinha de conversas, tão pequena e tão sábia. Felipe com seu kit de mágicas fascinantes. O Alexandre (Lelê), o menor de todos, que me ensinou a ter calma para todas as coisas, pois mesmo quando ele perdia algum brinquedo ou ralava o joelho dizia que tudo ia ficar bem; e sempre ficava...
Culpei-me diversas vezes por ter abandonado minha roseira de crianças. A falta de tempo nunca poderia justificar essa distância da minha parte.
Semana que vem levantarei mais cedo, prepararei meu espírito, deixarei minha boca perfumada, para levar somente palavras adocicadas, e vou voltar para minhas florzinhas.
Espero que eles me recebam mesmo depois de tanto tempo.
Desejo profundamente que me abracem do tamanho dos seis meses que passei distante.
A minha derrota para as palavras... 1 - 0
Hum...
:)
Blog novinho em folha! É meus caros, já era hora, as palavras andam me cobrando uma atitude! Às vezes me levantam durante a noite, puxam o cobertor e me arrastam pelos cabelos até a sala.
Esse blog é para elas (quem sabe assim estabelecemos uma relação mais amigável?)...
Torçam por mim
enquanto se divertem com essas palavras encrenqueiras!
(que apesar de tudo são ótimas companhias)
bjin
*
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