3 de dezembro de 2013
23 de novembro de 2013
Poema de uma nota
Para Lenine
Esse poema é pra dizer
O que as palavras vão calar diante da sua poesia,
Porque não nasci passarinho
Digna de te acompanhar numa sinfonia a peito aberto.
Mas nasci pra escrever toda falta de jeito,
Inclusive a minha contigo,
E pra confessar nessas linhas cósmicas ou tinta e papel, apenas,
Que tenho um par de
particulares com suas partituras.
Que foi inevitável amar debaixo da claridade das suas
canções
Pois você cria mundos e eu os habito,
Trazendo em mim
Mais você do que você mesmo imagina!
Essa composição de uma nota só
Canta como eu te
sigo
encantada feito
criança atrás do circo.
Porque é inevitável
não te querer bem perto:
Você é gole d’água no deserto.
8 de novembro de 2013
22 de outubro de 2013
5 de outubro de 2013
Para o espelho
Mas você nunca viu realmente nada.
Nunca viu uma árvore de ponta cabeça
Com um pássaro invertendo o céu!
Nunca abraçou encostando os umbigos,
Nem sabe o que é olhar nos olhos de alguém por mais de um
segundo inteiro!
Você fica espantada ao descobrir um tanto de coisas te olhando,
pedintes:
- Abra-nos!
Vai fugir?
Se esconder?
As coisas não calam, minha cara.
E inverter o mundo não é opção,
É necessidade.
15 de setembro de 2013
Vertentes
Uma amiga me disse que ando curvada.
Fisioterapeutas, vendedores de cintas para endireitar os
ossos,
professores de pilates se ofereceram.
Não! Estou me reerguendo de dentro para fora – eu disse.
São muitos fantasmas que carreguei durante a vida.
Sou táxi dos meus medos
Por isso meus ombros se afundaram como rio nos períodos de
seca.
E o mais bonito é que a água para completar esses vazios
brota de uma bica dentro de mim.
Um dia enfeitarei essa mesma amiga
com as flores das encostas verdejantes do meu rio,
porque eu floresço primaveras tardias
no coração das pessoas.
Porque a grande vantagem de ser lenta é que ainda terei
flores no inverno.
19 de agosto de 2013
Sobre ser humana
Deus não me fez para ser apenas piedosa.
Ele queria mais de mim,
Queria que eu fosse até lá pegar na mão
De todos os caídos pelas estradas todas
Desse mundo.
Mas, no meio tempo Céu/ Terra,
Fui desviando os caminhos e perdi, na primeira curva, toda minha piedade.
Deus não me fez para amar.
Me fez para sorver a outra pessoa por inteiro
E entregar do peito o néctar mais profundo que um ser humano pudesse tocar, sem tocar.
Porém, na longa descida, ventos fortes arranharam as memórias divinais,
Junto com meu coração.
Pedras, paus, animais mortos já tentaram ocupar esse lugar outrora cheio de Paz.
Às vezes, quando olho minhas crianças eu me completo, são apenas alguns segundos
Quando experimento a missão e penso: - Estou chegando lá.
Às vezes, sem piedade, amor, sem rumo também, fico pairando no vazio que já foi repleto.
É um esconde-esconde de sabedoria, poucas vezes genial; quantas vezes imbecil.
Ele queria mais de mim,
Queria que eu fosse até lá pegar na mão
De todos os caídos pelas estradas todas
Desse mundo.
Mas, no meio tempo Céu/ Terra,
Fui desviando os caminhos e perdi, na primeira curva, toda minha piedade.
Deus não me fez para amar.
Me fez para sorver a outra pessoa por inteiro
E entregar do peito o néctar mais profundo que um ser humano pudesse tocar, sem tocar.
Porém, na longa descida, ventos fortes arranharam as memórias divinais,
Junto com meu coração.
Pedras, paus, animais mortos já tentaram ocupar esse lugar outrora cheio de Paz.
Às vezes, quando olho minhas crianças eu me completo, são apenas alguns segundos
Quando experimento a missão e penso: - Estou chegando lá.
Às vezes, sem piedade, amor, sem rumo também, fico pairando no vazio que já foi repleto.
É um esconde-esconde de sabedoria, poucas vezes genial; quantas vezes imbecil.
10 de agosto de 2013
7 de agosto de 2013
Sua vida caminha sempre em frente. Você trabalha, vai às compras, paga suas contas religiosamente na primeira semana do mês. O que pode estar errado com a pecinha de cima, aquela logo acima do pescoço, que insiste em localizar espaços na existência? – Nova receita de antidepressivos - indica a primeira. - Produza serotonina - diz outra voz. Mas o que pensa você mesmo sobre você?
Não acho que estou doente de cura. Estou doente de amor, amor-próprio, amor do outro, amor de todos os tamanhos para transbordar o mim que insiste em doer. Acho que meu caso é falta de excesso de transbordação na vida.
Não acho que estou doente de cura. Estou doente de amor, amor-próprio, amor do outro, amor de todos os tamanhos para transbordar o mim que insiste em doer. Acho que meu caso é falta de excesso de transbordação na vida.
5 de agosto de 2013
4 de agosto de 2013
31 de julho de 2013
A Gosto
Tem o agosto dos desgostos
Mas de tanto desgostar eu fui mais fundo
E renasci para gostar profundamente de novo
E sem temer.
Que o próximo mês venha igual todos os dias
Tem sido:
Presentes
para serem degustados.
8 de julho de 2013
Queridos! Não sou boa de contas... Mas em junho de 2013 estamos juntos a 6 anos! Esse blog sobreviveu, portanto merece uma cara nova, com trilha sonora! E a homenagem no Tertúlia foi o bônus do ano! Então é isso, me perdi, reencontrei, desisti e retornei tantas vezes, acho que agora é pra sempre.
Um beijo,
Prih.
Um beijo,
Prih.
7 de julho de 2013
O sorriso ou Sobre os segundos raros de liberdade
Das coisas mais bonitas que eu fiz
Estava com meu coração
Das coisas que ainda sobrevoam minha cabeça
Estava agarrada nele
Longe dos palpites
Que pintaram em mim
Longe e tão perto
Do meu coração.
Dos poucos momentos
Que senti êxtase e loucura
Misturados em mim
Estava dentro do meu coração, diluída
Dos momentos todos
Do que vou contar aos netos
Dos saltos
Da mágica que acontece no arroz com feijão de todo dia
Foi do sangue dele que eu bebi
Enfrentando tudo
E todos
E por estar tão encorajada de espírito
Pude ver a cara de Deus
sorrindo pra mim. (...)
Foi meu maior poema de amor.
Das conversas com o teto
Às vezes, tenho o maior mistério do mundo
na mão
Às vezes, sou a maior idiota.
Essas escolhas
serão meu arrependimento mais bonito
dentro de um passado imutável?
(...)
- Caro futuro,
precisamos conversar.
na mão
Às vezes, sou a maior idiota.
Essas escolhas
serão meu arrependimento mais bonito
dentro de um passado imutável?
(...)
- Caro futuro,
precisamos conversar.
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