{Um pré.s.: Esse texto foi escrito no dia 24 de agosto. Foi quando o Chuck, meu melhor amigo amicíssimo, me deu um lençol todo risonho... Aí eu fui pra casa no ônibus pensando no que poderia fazer com tão lindo presente. E foi assim...}
Com seu presente posso fazer uma cabaninha para os carneiros que você me deu quando começar a chover. Uma cortina em dias cinzas para tudo ser sempre colorido. Jogar para o alto, vendo-o rodopiar no ar... Dormir abraçada (lembrando as curvas dos desenhos tão parecidas com o arco-íris dos seus olhos). Tapete voador do senhor Aladin, ou manto da bela Princesa? Voltar para os anos 70, Janis Joplin, desenhos psicodélicos... Quando cansar, me enrolar nele e desaparecer! Na cintura, um vestido de festa. No pescoço, capa de super-herói japonês! Ou botar na cabeça, como turbante do mágico, do muçulmano ou da senhora que vai à feira fazer compras e escolhe delicadamente cada legume. Forrado no chão: piquenique. Na árvore: bandeira. Rede de descanso nos dias amarelos. Amarrado permite escalar a alta janela da Rapunzel (que agora aderiu à moda do cabelo curto e repicado). Esperança nos dias esverdeados. Esticado no varal lembra nuvens se mexendo com o vento (zumm, zummm, zummmm). Cobertor para nenéns recém-nascidos. Cobertor para crianças crescidas também.
Ah!... tantas utilidade num só presente!
Tanto amor numa só pessoa.
Tanta amizade numa só vida.
:)
(te amo)
{pós.s.: E nesse dia eu tive certeza que o maior presente que ele poderia me dar era... ele! Simples assim.}
3 de setembro de 2007
27 de agosto de 2007
Meus estranhos prazeres:
cheiro de amaciante
sorvete que vai derretendo no fundo do copo
abrir os olhos durante o beijo
escrever um texto, achá-lo "o último" e depois fazer outro
madrugadas
aquela música na rádio que dá saudade "de alguma coisa que não sei o quê..."
espreguiçar debaixo da coberta em dia frio
desencravar pêlos com uma agulha
sentar no chão
combinar roupas, olhar no espelho e fingir ser outra pessoa
contar azulejos
penteados esquisitos pós-banho
comer vários chicletes de uma vez
pessoas dormindo
comer uma a uma e depois apertar com o dedo as bolinhas de sagu
desenhar na margem das folhas pautadas
sobracelhas
ouvir diálogo de estranhos no ônibus
observar insetos
declarações de amor em hora e lugares improváveis
- Quais são seus estranhos prazeres?
cheiro de amaciante
sorvete que vai derretendo no fundo do copo
abrir os olhos durante o beijo
escrever um texto, achá-lo "o último" e depois fazer outro
madrugadas
aquela música na rádio que dá saudade "de alguma coisa que não sei o quê..."
espreguiçar debaixo da coberta em dia frio
desencravar pêlos com uma agulha
sentar no chão
combinar roupas, olhar no espelho e fingir ser outra pessoa
contar azulejos
penteados esquisitos pós-banho
comer vários chicletes de uma vez
pessoas dormindo
comer uma a uma e depois apertar com o dedo as bolinhas de sagu
desenhar na margem das folhas pautadas
sobracelhas
ouvir diálogo de estranhos no ônibus
observar insetos
declarações de amor em hora e lugares improváveis
- Quais são seus estranhos prazeres?
18 de agosto de 2007
Notícias das águas-claras.

Queridos peixinhos-da-terra que gostam de palavras e versos, sabem que aqui no fundo do mar sempre sento perto dos corais e fico olhando, procurando transmitir por pensamento o que vejo para todos vocês?
Estamos passando por um momento muito especial no mar. Ontem, grandes pintores fizeram uma exposição de quadros com flores de todos os tipos no salão Borbulhas. Queria que tivessem visto como foi lindo! Eles vieram mostrar para quem estava triste como existem coisas belas aí em cima, na terra (até mesmo peixinhos sofrem de depressão).
Em agradecimento, a Dona Baleia Crisália disse que subirá a superfície para dançar tango em alguma praia (só não sei ainda qual porque é surpresa!). É bem capaz de receberem notícias em breve. Abram bem os olhinhos...
Mas, empolgada com os últimos acontecidos, já estava esquecendo da dica musical!
Estamos passando por um momento muito especial no mar. Ontem, grandes pintores fizeram uma exposição de quadros com flores de todos os tipos no salão Borbulhas. Queria que tivessem visto como foi lindo! Eles vieram mostrar para quem estava triste como existem coisas belas aí em cima, na terra (até mesmo peixinhos sofrem de depressão).
Em agradecimento, a Dona Baleia Crisália disse que subirá a superfície para dançar tango em alguma praia (só não sei ainda qual porque é surpresa!). É bem capaz de receberem notícias em breve. Abram bem os olhinhos...
Mas, empolgada com os últimos acontecidos, já estava esquecendo da dica musical!
Aqui está:
Espatódea – Nando Reis
http://www.youtube.com/watch?v=o1zIBZfanBYPor favor, fechem os dedos bem forte. O amor que coloco nessa canção para cada um de vocês é tão leve que pode flutuar, feito meu pensamento perto dos corais, Dona Crisália com seu tango ou uma pétala de flor apaixonada pelo vento... então é melhor não arriscar.
Estalinhos salgados
Da sua correspondente submarina

Vedda.
Clique aqui pra me visitar: http://www.netdisaster.com/go.php?mode=flood&url=http://meninaeomundo.blogspot.com/
5 de agosto de 2007
Sábias palavras são aquelas que crescem fruto em árvore,
alimentando a fome da alma,
libertando correntes,
soltando pés e abrindo caminhos.
Costuradas em mantas coloridas para aquecerem o frio de toda gente.
Bilhetinhos apaixonados.
Até mesmo os versinhos de banheiro!
Todas as curvas sinuosas dos desenhos arredondados
transformadas em musicalidade divina!
O grito do feirante na rua.
O verso das histórias infantis
Do conselho paterno
Do - eu te amo - trêmulo na noite chuvosa
Sábias... E lindas!
Quantas línguas te provam, e amaciam tua gramática pra saírem fluídas
pelos rios salivares!
Quantos verbos em ti crescem: plantas verdes sem-fim!
Ah...
Quantas dores, quanta fé, quanto existir:
para sempre grafadas no diário da menina
no caderno do trabalhador
tatuagem.
Quem dera ser palavras amorosas para morar nas bocas sonhadoras...
Quem dera ser afagos!
Ser caneta e rodopiar por entre dedicatórias
Valsar naquele poema, ou morrer nas mãos do autor
para renascer beabá da criança.
Sábias palavras: a vocês a responsabilidade de escrever o mundo.
alimentando a fome da alma,
libertando correntes,
soltando pés e abrindo caminhos.
Costuradas em mantas coloridas para aquecerem o frio de toda gente.
Bilhetinhos apaixonados.
Até mesmo os versinhos de banheiro!
Todas as curvas sinuosas dos desenhos arredondados
transformadas em musicalidade divina!
O grito do feirante na rua.
O verso das histórias infantis
Do conselho paterno
Do - eu te amo - trêmulo na noite chuvosa
Sábias... E lindas!
Quantas línguas te provam, e amaciam tua gramática pra saírem fluídas
pelos rios salivares!
Quantos verbos em ti crescem: plantas verdes sem-fim!
Ah...
Quantas dores, quanta fé, quanto existir:
para sempre grafadas no diário da menina
no caderno do trabalhador
tatuagem.
Quem dera ser palavras amorosas para morar nas bocas sonhadoras...
Quem dera ser afagos!
Ser caneta e rodopiar por entre dedicatórias
Valsar naquele poema, ou morrer nas mãos do autor
para renascer beabá da criança.
Sábias palavras: a vocês a responsabilidade de escrever o mundo.
4 de agosto de 2007
Essa noite eu não conseguia dormir de jeito nenhum.
Depois de contar na cabeça todos os carneiros de todas as fazendas do mundo, resolvi escrever.
Meu coração anda me assustando.
Tanto, que o danadinho se esconde de mim quando o sol se põe. Às vezes sai madrugada a dentro e volta completamente bêbado e sujo de sonhos. E eu fico aqui, colocando os pobres carneiros para fora - os pobres bichinhos que nada tem a ver e só executam religiosamente seu trabalho de me fazer dormir! - Pobrezinhos... Expulsei sem dó!
Até meu coração resolver olhar nos olhos.
Até descobrir que posso abaixar as defesas.
Até minhas mãos não gelarem tanto.
Até não sentir esse medo que me amarra numa pedra
E a pedra não estar amarrada numa corda
E a corda não estar presa ao pé da montanha mais alta
E a montanha não estar coberta de neve
Até...
(já nem sei...)
Enquanto isso deixo os campos vazios com uma interrogação no meio.
(...)
Uma interrogação doida para se apaixonar...
- ou uma interrogação perdidamente apaixonada?
Depois de contar na cabeça todos os carneiros de todas as fazendas do mundo, resolvi escrever.
Meu coração anda me assustando.
Tanto, que o danadinho se esconde de mim quando o sol se põe. Às vezes sai madrugada a dentro e volta completamente bêbado e sujo de sonhos. E eu fico aqui, colocando os pobres carneiros para fora - os pobres bichinhos que nada tem a ver e só executam religiosamente seu trabalho de me fazer dormir! - Pobrezinhos... Expulsei sem dó!
Até meu coração resolver olhar nos olhos.
Até descobrir que posso abaixar as defesas.
Até minhas mãos não gelarem tanto.
Até não sentir esse medo que me amarra numa pedra
E a pedra não estar amarrada numa corda
E a corda não estar presa ao pé da montanha mais alta
E a montanha não estar coberta de neve
Até...
(já nem sei...)
Enquanto isso deixo os campos vazios com uma interrogação no meio.
(...)
Uma interrogação doida para se apaixonar...
- ou uma interrogação perdidamente apaixonada?
É assim:
Uma hora triste
fria, distante, cruel
Um monstro.
(não quero ninguém, não quero nem eu)
Outra hora é assim:
Feliz, exageradamente feliz
Muito exageradamente feliz,
completamente fora dos padrões normais de felicidade!
. dia azul, pássaros cantando, bolo de chocolate, pessoas -muitas pessoas -, amigos, risada, dança, festa .
- É bom ficar ao seu lado, Pri! Você é incrível...
-Pri, como te adoro! Te amo! Você é legal assim sempre?
-Não! - eu digo.
Uma hora triste.
Uma hora feliz.
Uma hora triste.
Uma hora feliz.
- Existe uma linha com a qual foram divididos o fundo do poço e a vida irritantemente cor-de-rosa, fico em qualquer lugar, menos em cima dela! - eu digo de novo.
Uma hora triste
fria, distante, cruel
Um monstro.
(não quero ninguém, não quero nem eu)
Outra hora é assim:
Feliz, exageradamente feliz
Muito exageradamente feliz,
completamente fora dos padrões normais de felicidade!
. dia azul, pássaros cantando, bolo de chocolate, pessoas -muitas pessoas -, amigos, risada, dança, festa .
- É bom ficar ao seu lado, Pri! Você é incrível...
-Pri, como te adoro! Te amo! Você é legal assim sempre?
-Não! - eu digo.
Uma hora triste.
Uma hora feliz.
Uma hora triste.
Uma hora feliz.
- Existe uma linha com a qual foram divididos o fundo do poço e a vida irritantemente cor-de-rosa, fico em qualquer lugar, menos em cima dela! - eu digo de novo.
(...)
29 de julho de 2007
22 de julho de 2007
Todo mundo tem uma história dos tempos escolares.
Quando era menor, pertencia ao time dos “não-time”: péssima em futebol, vôlei, basquete, queima e qualquer coisa a qual dão, carinhosamente, o nome de atividade esportiva.
Ah! tão melhor observar um tatu-bola perto das mudas de cafezal; tão melhor ficar conversando com melhor amiga no fundo da quadra; tão melhor livros poetizáveis para viajar até planetas mágicos, em galáxias distantes!
O problema era ser última escolhida nas filas esportivas (crianças podem ser cruéis), e como isso se tornara freqüente, sentia nos ouvidos a dolorosa profecia: “Serás do avesso, do avesso, do avesso... wuaaaa ha ha”
Pessoas sensíveis ganham uma aura fracassada quando vencer a qualquer preço e humilhar fazem parte do jogo. Por muito tempo achei que seria um fracasso mesmo!; que o melhor em mim fosse uma coisinha inultizinha da qual me livraria, mais cedo ou mais tarde, atirando pela janela.
Porta do quarto fechada.
Pensando com meus botões, será prudente apagar todo passado com o qual me fiz o que sou? Pintar o cabelo laranja, depois azul, verde; mudar o nome para Clementine e desmanchar dores, medos, ou vergonha; cada dia que me senti para baixo; as despedidas e saudades?
Não. Não sou pedra: em mim correm todos os rios do mundo; agora eu sei.
É claro, se dissesse: - Passado é passado! Olhem, nenhuma marquinha no coração, podem procurar! – estaria mentindo.
Minha casa ainda é refúgio. Ainda prefiro um sábado a noite com minha família. Alguma dificuldade em fazer amizades, uma ou outra falta de jeito com gente: aura bicho-do-mato incurável.
Porém, e nem me perguntem como, hoje tenho os melhores amigos que poderia sonhar. Às vezes, paro, acarinho cada um deles, principalmente quando estamos juntinhos; dou uma olhada para o céu com uma piscadela disfarçada e penso:
É Deus (...) andou caprichando na minha vida.
Porta do quarto aberta.
Quando era menor, pertencia ao time dos “não-time”: péssima em futebol, vôlei, basquete, queima e qualquer coisa a qual dão, carinhosamente, o nome de atividade esportiva.
Ah! tão melhor observar um tatu-bola perto das mudas de cafezal; tão melhor ficar conversando com melhor amiga no fundo da quadra; tão melhor livros poetizáveis para viajar até planetas mágicos, em galáxias distantes!
O problema era ser última escolhida nas filas esportivas (crianças podem ser cruéis), e como isso se tornara freqüente, sentia nos ouvidos a dolorosa profecia: “Serás do avesso, do avesso, do avesso... wuaaaa ha ha”
Pessoas sensíveis ganham uma aura fracassada quando vencer a qualquer preço e humilhar fazem parte do jogo. Por muito tempo achei que seria um fracasso mesmo!; que o melhor em mim fosse uma coisinha inultizinha da qual me livraria, mais cedo ou mais tarde, atirando pela janela.
Porta do quarto fechada.
Pensando com meus botões, será prudente apagar todo passado com o qual me fiz o que sou? Pintar o cabelo laranja, depois azul, verde; mudar o nome para Clementine e desmanchar dores, medos, ou vergonha; cada dia que me senti para baixo; as despedidas e saudades?
Não. Não sou pedra: em mim correm todos os rios do mundo; agora eu sei.
É claro, se dissesse: - Passado é passado! Olhem, nenhuma marquinha no coração, podem procurar! – estaria mentindo.
Minha casa ainda é refúgio. Ainda prefiro um sábado a noite com minha família. Alguma dificuldade em fazer amizades, uma ou outra falta de jeito com gente: aura bicho-do-mato incurável.
Porém, e nem me perguntem como, hoje tenho os melhores amigos que poderia sonhar. Às vezes, paro, acarinho cada um deles, principalmente quando estamos juntinhos; dou uma olhada para o céu com uma piscadela disfarçada e penso:
É Deus (...) andou caprichando na minha vida.
Porta do quarto aberta.
15 de julho de 2007
eu sei
não sou suficientemente boa pra você
não sei dividir
não sei me comportar
nem disfarçar meu ciúme
não suficientemente boa pra você
não tenho grana
não sei contar piadas
nem desenhar
não visto meias iguais
isso não pode ser amor
ou se for
deve ser um amor todo “atrapaiado”
que tropeça nos próprios pés
eu te amo tanto!
mas não suficentemente boa...
por reconhecer isso, essa tarde,
me abracei nas nossas lembranças
levei-as pra passear
contei histórias
fiz durmir
tão bonitinhas nossas lembranças
tem nosso jeitinho no rosto delas
elas choraram quando contei meus planos mirabolantes de fugir
-“prometo que vai ser indolor, meninas, prometo!”- eu falei. “quando ele perceber já terei cruzado a ponte...”
e no final
vai ser melhor assim:
você sem eu
seu eu sem mim.
não sou suficientemente boa pra você
não sei dividir
não sei me comportar
nem disfarçar meu ciúme
não suficientemente boa pra você
não tenho grana
não sei contar piadas
nem desenhar
não visto meias iguais
isso não pode ser amor
ou se for
deve ser um amor todo “atrapaiado”
que tropeça nos próprios pés
eu te amo tanto!
mas não suficentemente boa...
por reconhecer isso, essa tarde,
me abracei nas nossas lembranças
levei-as pra passear
contei histórias
fiz durmir
tão bonitinhas nossas lembranças
tem nosso jeitinho no rosto delas
elas choraram quando contei meus planos mirabolantes de fugir
-“prometo que vai ser indolor, meninas, prometo!”- eu falei. “quando ele perceber já terei cruzado a ponte...”
e no final
vai ser melhor assim:
você sem eu
seu eu sem mim.
10 de julho de 2007
9 de julho de 2007
Descobri uma maneira para quebrar maus pensamentos!
Quando uma pessoa te olhar feio na rua, com olhar de raiva, sabem?
Assim que fizer isso, humildemente ofereça um “oi” com um sorriso leve: qualquer negatividade se transforma em borboletas quando o amor está presente.
(Mundo melhor, aí vamos nós - de mala, cuia e peito aberto.)
Quando uma pessoa te olhar feio na rua, com olhar de raiva, sabem?
Assim que fizer isso, humildemente ofereça um “oi” com um sorriso leve: qualquer negatividade se transforma em borboletas quando o amor está presente.
(Mundo melhor, aí vamos nós - de mala, cuia e peito aberto.)
6 de julho de 2007
(esse texto é um dos mais fortes sentidos por mim, vou revivê-lo, porque a mensagem, apesar da tristeza, tem a seguinte voz: precisamos cuidar uns dos outros.)
(...)
Ilha das Pessoas Quebradas
Pai e Mãe,
estou partindo para a realização de um sonho: nesse final de semana, irei para passar o resto dos dias na Ilha do catálogo que guardo desde criança embaixo do travesseiro!
Vocês nem devem se lembrar muito dessa minha fixação, aliás, não devem se lembrar de muita coisa sobre mim, mas saibam que ela é importante pois foi através desse objetivo que sobrevivi todos esses anos.
Nesse lugar não precisamos nenhuma memória, tem um céu deslumbrante e um mar azul infinito. Nos divertimos o dia todo. Ninguém chora, ninguém...
Os pássaros são caríssimos, feitos com ouro, diamantes, além disso vivem cantando belas músicas-de-elevador. -Uma maravilha!- As árvores, espécies raríssimas de boutique, crescem sem esforços por todos os lados, em todas as direções, tanto que seus galhos entram por entre nossas cabeças vazias, se entrelaçando em nossas vidas e roubando cada gota da essência do universo pouco a pouco.
Dos outros habitantes não ouvi falar muito, até acredito serem robôs: linhagem moderna lançada em segredo por alguma multinacional japonesa.
Eu economizei minha vida toda com a intenção de ir para lá, economizei minha vida... Reduzi tudo a pequenos relâmpagos felizes, mas agora vai ficar tudo bem...
Quero fugir desse mundo, quero minha liberdade, quero o lugar onde viverei minha alegria eterna em coquetéis-comprimidos.
Não sei quando receberão esse e-mail, porque é o primeiro que mando desde muito tempo. Apenas queria dividir alguma coisa com alguém, inclusive o temor de tomar essa decisão, no entanto, espero estar fazendo a escolha certa da mesma forma que vocês dois já fizeram a sua:
- Espero ter escolhido uma Ilha tão boa quanto a de vocês...
(...)
Ilha das Pessoas Quebradas
Pai e Mãe,
estou partindo para a realização de um sonho: nesse final de semana, irei para passar o resto dos dias na Ilha do catálogo que guardo desde criança embaixo do travesseiro!
Vocês nem devem se lembrar muito dessa minha fixação, aliás, não devem se lembrar de muita coisa sobre mim, mas saibam que ela é importante pois foi através desse objetivo que sobrevivi todos esses anos.
Nesse lugar não precisamos nenhuma memória, tem um céu deslumbrante e um mar azul infinito. Nos divertimos o dia todo. Ninguém chora, ninguém...
Os pássaros são caríssimos, feitos com ouro, diamantes, além disso vivem cantando belas músicas-de-elevador. -Uma maravilha!- As árvores, espécies raríssimas de boutique, crescem sem esforços por todos os lados, em todas as direções, tanto que seus galhos entram por entre nossas cabeças vazias, se entrelaçando em nossas vidas e roubando cada gota da essência do universo pouco a pouco.
Dos outros habitantes não ouvi falar muito, até acredito serem robôs: linhagem moderna lançada em segredo por alguma multinacional japonesa.
Eu economizei minha vida toda com a intenção de ir para lá, economizei minha vida... Reduzi tudo a pequenos relâmpagos felizes, mas agora vai ficar tudo bem...
Quero fugir desse mundo, quero minha liberdade, quero o lugar onde viverei minha alegria eterna em coquetéis-comprimidos.
Não sei quando receberão esse e-mail, porque é o primeiro que mando desde muito tempo. Apenas queria dividir alguma coisa com alguém, inclusive o temor de tomar essa decisão, no entanto, espero estar fazendo a escolha certa da mesma forma que vocês dois já fizeram a sua:
- Espero ter escolhido uma Ilha tão boa quanto a de vocês...
Centro da cidade (minha cidade tão querida, com o sol derretido no seu calor interiorano típico). A sorveteria me atrai como bolo de chocolate a uma mosquinha faminta... Entro no ônibus com um sorvete maior que eu, maior que o calor, maior que meus pensamentos distantes.
-Oi, motorista! Posso entrar com esse sorvete aqui?
- Poder, pode... O errado é não ter trazido pra mim!
s2
Pequenos.Grandes.Momentos.
-Oi, motorista! Posso entrar com esse sorvete aqui?
- Poder, pode... O errado é não ter trazido pra mim!
s2
Pequenos.Grandes.Momentos.
5 de julho de 2007
Notícias das águas-claras.
Pensaram que não voltava? Pois estou aqui meus golfinhos!Andei vasculhando embaixo de cada concha do mar só para trazer uma canção-memória aprovada pelo Comitê das Barbatanas!
Então vamos lá: a dica de hoje é a música Good Luck/ Boa sorte. É uma parceria entre Vanessa da Mata e Ben Haper, mas melhor que descrevê-la, aqui está o clipe da música!
~> http://www.youtube.com/watch?v=y8dQP5srrGk&eurl=http%3A%2F%2Fmeninaeomundo%2Eblogspot%2Ecom%2F <~
O ° ! snik snik ! . o
Espero que ela encaixe em algum amor perdido nas marés tumultuadas do coração, afinal, como dizia Toquinho e Vinícius:
(...)
Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.
Quem já passou por essa vida e não viveu,
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu.
Porque a vida só se dá pra quem se deu,
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu.
Estalinhos salgados,
da sua correspondente submarina!
1 de julho de 2007
Deixa tudo assim, oras! Assim, sem mudar nada!
Hoje sentei na cadeira em frente ao computador. Sabe aqueles dias nos quais a vontade de escrever é tanta, mas parece que os poros estão fechados? Coloquei uma música enquanto fiquei catando milhos no teclado.
(...)
Agora que estou prestes a me formar sinto uma sensação estranha... A vida está passando diante dos olhos e dizendo um “oi” com um sorriso gentil, porém temeroso, por isso a vontade é de abraçar todas pessoas do mundo num só gesto, pedindo que digam:.
- Ei, está tudo bem!!!! Todos sentem medo ao fechar um ciclo na vida, dessa maneira apesar de dolorido, isso possibilita vencer o abismo se lançando sem medo!
Fechar ciclos nunca foi uma especialidade. Sofro demais, choro demais, sinto demais cada segundo distante das pessoas conquistadas. Perco meus passos em labirintos por querer absurdamente que esses minutos permaneçam. Perco tudo, inclusive eu, antes do tempo.
Esses dias, por exemplo, inconscientemente ou não estou me afastando de muitas pessoas. Parece que assim ficará mais fácil dizer adeus, no entanto, não fica. Dói até mais não aproveitar o tempo restante, mas amar com a pressão de saber que vai terminar é o próprio fim.
Exijo segurança de coisas que não oferecem. Amizades são como fios de teia, sensíveis e leves. Transformá-las em concreto destrói o encantamento pois o frágil e delicado amor (ao mesmo tempo forte) flutua sem formulários, comprovantes, promessas eternas.
Aprender isso é como pedir a um matemático para idolatrar o talvez!
(...)
Fecho meus olhos.
O vapor dos segundos e a sutileza do amor desenham no céu uma equação com asas...
(...)
Agora que estou prestes a me formar sinto uma sensação estranha... A vida está passando diante dos olhos e dizendo um “oi” com um sorriso gentil, porém temeroso, por isso a vontade é de abraçar todas pessoas do mundo num só gesto, pedindo que digam:.
- Ei, está tudo bem!!!! Todos sentem medo ao fechar um ciclo na vida, dessa maneira apesar de dolorido, isso possibilita vencer o abismo se lançando sem medo!
Fechar ciclos nunca foi uma especialidade. Sofro demais, choro demais, sinto demais cada segundo distante das pessoas conquistadas. Perco meus passos em labirintos por querer absurdamente que esses minutos permaneçam. Perco tudo, inclusive eu, antes do tempo.
Esses dias, por exemplo, inconscientemente ou não estou me afastando de muitas pessoas. Parece que assim ficará mais fácil dizer adeus, no entanto, não fica. Dói até mais não aproveitar o tempo restante, mas amar com a pressão de saber que vai terminar é o próprio fim.
Exijo segurança de coisas que não oferecem. Amizades são como fios de teia, sensíveis e leves. Transformá-las em concreto destrói o encantamento pois o frágil e delicado amor (ao mesmo tempo forte) flutua sem formulários, comprovantes, promessas eternas.
Aprender isso é como pedir a um matemático para idolatrar o talvez!
(...)
Fecho meus olhos.
O vapor dos segundos e a sutileza do amor desenham no céu uma equação com asas...
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