23 de novembro de 2013

Poema de uma nota

Para Lenine


Esse poema é pra dizer
O que as palavras vão calar diante da sua poesia,
Porque não nasci passarinho
Digna de te acompanhar numa sinfonia a peito aberto.
Mas nasci pra escrever toda falta de jeito,
Inclusive a minha contigo,
E pra confessar nessas linhas cósmicas ou tinta e papel, apenas,
Que tenho um par de particulares com suas partituras.
Que foi inevitável amar debaixo da claridade das suas canções
Pois você cria mundos e eu os habito,
Trazendo em mim
Mais você do que você mesmo imagina!
Essa composição de uma nota só
Canta como eu te sigo
encantada feito criança atrás do circo.
Porque é inevitável não te querer bem perto:
Você é gole d’água no deserto.

8 de novembro de 2013

Hoje, lendo o Pequeno Príncipe com meus alunos, eles descobriram o peso da palavra "efêmera". A rosa é efêmera, todos que amamos também são. As montanhas ficam, os rios deságuam no mar, as pedras permanecem por mil anos, mas os vivos sobrevoam a existência (tão rápido!).
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