22 de abril de 2009

Limpando meu armario descobri várias de mim que não reconheço mais. Coloquei-as numa sacola e deixei longe dos olhos. {...} Lógico que voltei depois e repassei uma por uma: é incrível como coisas materiais podem contar trechos da vida!

Conversei com vestidos que embalaram paixonites agudas; calças que prometeram mudanças radicais; alguns sapatos que me levaram a locais distantes ou dançaram minhas músicas preferidas: tão agarrados, tão juntos!

Mas agora, olhando para esses pedaços vivos espalhados sobre a cama, percebo como essas fases precisam ir. Não me cabem mais essas meninas, mulheres e senhoras. Estou morando em outras casas, mais espaçosas (não menos complicadas), com um ar 23 anos, sabe?



Quando o passado está apenas por dentro, me desespera menos ver o tempo correr de mim.

19 de abril de 2009

Ao J.P.C.

Procurei por muito tempo
demonstrações rasgadas de amor:
sem vagas.
E o mais incrível, o mais bonito,
é que me encontraram antes que me virasse.
E recebi um abraço vindo não sei bem de onde,
nem sei bem por quem,
mas tão bonito que me arrebatou.
Já posso dizer da busca não buscada,
do desejo tão forte de encontrar o amor
que abre todas as vagas no topo do mundo!
Obrigada Jardim pelas flores primaveris
colhidas em pleno outono!
Essa transposição de estações
é meu presente...
meu pequeno GRANDE milagre.
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